[[legacy_image_125724]] Policiais penais do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Mongaguá foram agredidos por detentos na última sexta-feira (19) após os agentes impedirem a entrada de objetos ilícitos na unidade. Segundo o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp), os profissionais vivem sob ameaça constante. "Essas agressões viraram rotina", destaca o presidente do sindicato, Fabio Cesar Ferreira. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com o Sifuspesp, três policiais penais foram agredidos enquanto tentavam impedir alguns dos sentenciados de recolher duas mochilas arremessadas por ninjas para uma área próxima da unidade e um outro servidor foi atacado ao fazer a contagem dos detentos. Seis homens teriam quebrado a janela de um dos pavilhões para ter acesso ao local onde as mochilas foram jogadas, mas tiveram a ação bloqueada pelos agentes, que apreenderam as bolsas. Porém, os policiais foram surpreendidos com inúmeros ataques, quando um deles chegou a cair no chão e receber golpes na cabeça. Ao tentarem controlar a situação, os diretores de disciplina e de núcleo também foram agredidos com socos e chutes. Um teve o dedo fraturado, enquanto outro ficou com um hematoma no olho. Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) afirmou que os quatro reeducandos que entraram em luta corporal com os servidores foram isolados em pavilhão disciplinar e serão transferidos para outra unidade para cumprimento de sanção. No entanto, o sindicato afirma que a unidade continua sob forte tensão e risco. "São muitos presos e poucos policiais penais. A profissão já é difícil, a segunda profissão mais perigosa do mundo e você sai de casa sabendo que vai apanhar", enfatiza Fabio em entrevista à A Tribuna. Os quatro policiais penais agredidos foram encaminhados ao atendimento médico e fizeram exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Segundo a SAP, um boletim de ocorrência foi registrado na 2º Delegacia Sede Mongaguá e procedimentos apuratórios de praxe foram instaurados pela Secretaria. Ainda de acordo com o Estado, a unidade opera normalmente dentro dos padrões de segurança e disciplina. Porém, o sindicato afirma que os servidores têm medo de trabalhar por não contarem com respaldo da Secretaria, pois denunciam o baixo número de efetivo e a superlotação do CPP. Além disso, pedem maior segurança externa e escolta, além da permanência do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) para realização de blitzes. "Nosso pessoal é corajoso, eles vão mesmo com pouco efetivo para tentar fazer nosso trabalho que é manter a ordem, a segurança e a disciplina. Mas não temos o respaldo da Secretaria", lamenta Fabio.