Detento que fugiu de penitenciária em Mongaguá é preso novamente em Suzano (Divulgação/Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo) Um dos detentos que fugiram do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Mongaguá, no Litoral de São Paulo, foi recapturado em uma tabacaria em Suzano, cidade localizada na Região Metropolitana de São Paulo na última sexta-feira (2). Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), Kevin Matos Carvalho, de 19 anos, deu entrada no Centro de Detenção Provisória da cidade no sábado (3). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com informações disponibilizadas pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP), Carvalho cumpre pena por tráfico de drogas, crime pelo qual foi sentenciado a cinco anos e três meses de prisão em junho deste ano. Por causa da fuga empreendida na última quarta-feira junto a outros quatro detentos, ele perdeu o direito ao regime ao semiaberto e regrediu ao fechado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o foragido da Justiça foi capturado na Avenida Miguel Badra, no bairro Cidade Miguel Badra, em Suzano. Após a fuga do CPP, os policiais foram informados de que um dos suspeitos morava na cidade. Após buscas na região, o indiciado foi localizado. O caso foi registrado como captura de procurado no 2º Distrito Policial (DP) de Suzano. Os outros quatro detentos que fugiram do CPP seguem foragidos. Os detentos que fugiram do CPP de Mongaguá (Reprodução/Sifuspesp) Fuga por buraco no banheiro De acordo com a SAP, a fuga do grupo ocorreu por volta de 1h30 da manhã. Os cinco reeducandos foram flagrados por agentes penitenciários do lado de fora de um dos pavilhões habitacionais do CPP. O grupo fugiu por um buraco feito no banheiro da Ala C do Pavilhão 2. Na sequência, o alarme foi acionado pelos agentes, mas os detentos conseguiram fugir para uma área de mata local após atravessarem o alambrado que cerca o presídio. Ainda conforme a SAP, a Polícia Militar (PM) foi acionada. Foram iniciadas buscas no entorno da unidade, mas não houve sucesso. À Polícia Civil, um agente penitenciário contou que a fuga aconteceu durante uma forte chuva que caía no CPP. Os homens pularam os alambrados próximos à copa dos funcionários, sendo que dois deles pularam o muro rente à cozinha e tomaram acesso ao estacionamento. Enquanto isso, os outros três foram em direção à torre nº 3 e, com o uso de uma enxada, ameaçaram uma agente que estava no local. Depois, o relator explicou que os fugitivos pularam o alambrado rente ao muro da unidade prisional e fugiram pela mata. Na sequência, a equipe local fez uma contagem nominal dos presos e constatou quais detentos haviam escapado. Detentos escaparam do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Mongaguá (Divulgação/SIFUSPESP) Segurança ‘insuficiente’ O Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp) considera o Centro de Progressão Penitenciária (CPP) Doutor Rubens Aleixo Sendin de Mongaguá, no Litoral de São Paulo, uma das unidades mais perigosas do estado de São Paulo. Segundo o Sifuspesp, a fuga da última semana está em um histórico de problemas que a unidade enfrenta, como a superlotação e um déficit de cerca de 30% de profissionais penais. O sindicato ainda afirmou que os profissionais do local trabalham sob constante risco de ataques, sendo que, em 2021, o sindicato chegou a solicitar o fechamento da unidade devido à insegurança. A SAP rebateu, em nota, os apontamentos feitos pelo Sifuspesp e disse que o CPP de Mongaguá é um estabelecimento para a custódia de presos beneficiados ao regime semiaberto. Atualmente, 201 custodiados possuem autorização para trabalhar fora do CPP. Destes, sete atuam em duas empresas privadas da região e 194 prestam serviços à Prefeitura de Praia Grande por meio de convênio. No presídio, a SAP informou que funciona o Programa de Educação para o Trabalho e Cidadania (Proet), que fomenta ações educacionais de formação complementar às pessoas privadas de liberdade por meio de oferta de curso técnico-profissionalizante. A iniciativa é promovida pela Fundação Professor Doutor Manoel Pedro Pimentel (Funap) que contempla 50 reeducandos. A instalação no presídio da Sala da Liberdade também foi uma parceria com a Funap, onde fica disponível acervo literário aos privados de liberdade por livre demanda.