Abordagem ocorreu enquanto detentos realizavam serviço municipal; entorpecentes e rádios comunicadores foram apreendidos (Divulgação/Polícia Militar) Um homem de 35 anos, que cumpria pena em regime semiaberto, foi preso em flagrante por tráfico de drogas, ameaça e corrupção ativa na tarde de terça-feira (7), enquanto realizava um serviço para a Prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Um menor, de 17 anos, que estava com o detento, foi apreendido. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o 45º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I), policiais militares patrulhavam em uma área conhecida pelo tráfico no bairro Tude Bastos, quando suspeitaram das atividades da dupla. Ao notar a aproximação da viatura, o menor fugiu, enquanto o homem – vestindo uniforme prisional e com uma mochila – correu em direção a um ônibus utilizado para transporte de detentos, mas acabou sendo capturado. A mochila descartada pelo suspeito também foi localizada pelos agentes. Segundo a corporação, dentro dela, foram encontradas porções de maconha e cocaína, dinheiro em espécie, cigarros, uma faca, uma tesoura, rádios comunicadores, carregadores de tornozeleira eletrônica e até uniformes penitenciários. Durante a abordagem, equipes de apoio foram mobilizadas após outros detentos tentarem interferir na ação policial. Segundo o 45º BPMI, durante a abordagem, o homem teria agredido e ameaçado um dos agentes. A SSP-SP acrescentou que, além disso, ele ofereceu dinheiro para conseguir entrar na unidade prisional com o material apreendido. O adolescente foi localizado posteriormente em uma praça. De acordo com a SSP-SP, inicialmente, nada de ilícito foi encontrado com ele. No entanto, após consulta pelo local, os policiais constataram que ele havia descartado dinheiro e porções de maconha nas proximidades. Ao todo, foram apreendidos 355 gramas de maconha e 38 gramas de cocaína, além de rádios comunicadores, baterias de tornozeleiras eletrônicas e dinheiro. O caso foi registrado como tráfico de drogas, ameaça, corrupção ativa e tentativa de favorecimento pessoal. Os dois permaneceram à disposição da Justiça. Posicionamentos Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que o homem cumpria pena no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Mongaguá e realizava trabalho externo para a Prefeitura de Praia Grande. Segundo a pasta, um Procedimento Apuratório Disciplinar foi instaurado, e o caso comunicado ao Juiz Corregedor. “Esclarecemos que o fato trata-se de um caso isolado, sendo que, atualmente, 250 reeducandos trabalham diretamente para a prefeitura de Praia Grande. Os custodiados que fazem esse trabalho são monitorados diariamente e o flagrante prova que esse monitoramento é bem sucedido na prevenção de ilícitos”, afirmou a SAP. Também por nota, a Prefeitura de Praia Grande informou que comunicou imediatamente o CPP de Mongaguá e a Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel (Funap), responsável pela gestão dos reeducandos em atividades externas. A administração destacou que mantém convênio para serviços como zeladoria urbana e manutenção de áreas públicas, política voltada à ressocialização. Atualmente, mais de 350 reeducandos atuam nessas frentes, sob acompanhamento e com retorno monitorado às unidades prisionais ao fim do expediente. O Município reforçou que “não compactua com qualquer irregularidade e continuará colaborando com os órgãos competentes para o esclarecimento dos fatos, mantendo seu compromisso com a legalidade, a segurança da população e as políticas de reintegração social”.