[[legacy_image_262183]] Nascido e criado em Santos, o designer gráfico Roberto de Moura Neto, de 38 anos, conta ter sido vítima de uma agressão motivada por homofobia na madrugada do último domingo (16) na Avenida São João, no bairro Santa Cecília, em São Paulo. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Conhecido pelo apelido de Betinho, o profissional deixou a região da Baixada Santista há seis anos e foi morar na Capital. O crime aconteceu quando Roberto saia de um bar LGBTQIAP+ sozinho e foi andando para casa. Neste momento, o homem diz ter sido perseguido. “Saí do bar, percebi que tinha uma pessoa do outro lado da rua, mas não dei importância. Segui indo para casa, até que ele me parou, falou alguma coisa e tentou me dar um soco. Eu desviei e veio outro cara, me dando um mata-leão por trás. Me jogaram no chão e tentaram me enforcar”, relembra. Betinho explica ter tentado se defender o máximo que conseguiu. Durante as agressões, relata ter escutado ofensas homofóbicas e xingamentos dos mais diversos. “Sua raça tem que morrer”. Ainda é incerto o número de homens envolvidos nas agressões contra o designer gráfico, ele acredita que tenham sido três. “Não sei precisar quantos eram, mas tinha alguém me segurando e tentando tirar minha pochete. Consegui tirar a chave de casa dela, eles levaram ela junto com meu celular e meus pertences. Levantei cheio de sangue e vim para casa”. A vítima afirma que possivelmente estavam esperando alguém sair do bar para realizar o crime. Em entrevista para A Tribuna, ao relembrar os momentos de dor, Betinho teve momentos de silêncio e emoção. “Estava cheio de sangue, tive um ataque de pânico, não sabia o que faria ou com quem falaria. Tentei lavar o rosto, mandei um recado para os meus amigos, tomei banho e tentei dormir para no dia seguinte começar a cancelar as coisas. Foi uma sensação horrível que ficou até agora. A ferida do rosto vai sumir, mas o que aconteceu dentro de mim não vai passar”, diz. A agressão aconteceu por volta das 5 horas da manhã e o caso foi registrado como lesão corporal no 77º Distrito Policial (SP) de São Paulo. O designer gráfico reforça que não fez nada para motivar a agressão e não acredita ter sido vítima do acaso, mas sim de um crime premeditado. “Quero que todos sejam presos, mas tenho medo por minha segurança também. Achei que ia morrer quando o cara me deu um mata-leão, pensei ‘Já era, acabou’, mas a gente tem um negócio de querer sobreviver no meio de tudo isso. Não sei de onde vem essa força, mas acho foi isso”, conclui.