[[legacy_image_90215]] O delegado de polícia Carlos Alberto da Cunha passou a ser alvo de inquérito do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que apura se ele enriqueceu de forma irregular com a divulgação de vídeos de operações da Polícia Civil nas redes sociais. A informação foi divulgada pelo Jornal Folha de S. Paulo e confirmada por A Tribuna. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Na instauração do inquérito, a Promotoria do MP indicou suposta prática de ato de improbidade administrativa. Segundo o MP, Da Cunha, como o delegado é conhecido, estaria "ostentando uniforme e distintivo de forma incompatível com a envergadura do cargo ocupado e promovendo, desnecessariamente, a empresa privada da qual é sócio (Grupo Delta Uno)". Ainda conforme a ação, que tem como representante o Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GECEP), o delegado utiliza a imagem da Polícia Civil para "se promover e promover sua empresa de segurança, expondo técnicas que prejudicam a atuação de policiais, bem como métodos e protocolos usados pela polícia no combate à criminalidade". O inquérito toma como base o princípio de moralidade administrativa, descrito no Artigo 37 da Constituição Federal, que prevê que a "publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social", não permitindo a promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. A apuração do caso ainda está em fase inicial. Da Cunha também é alvo de seis processos administrativos, sendo a maioria relacionada às condutas adotadas durante operações transmitidas nas redes sociais. [[legacy_image_90216]] Afastamento No último dia 28, o delegado, que é nascido em Santos,foi afastado da Polícia Civil de São Pauloapós afirmar, em um podcast, que existem "ratos e ratazanas na administração pública de São Paulo", e que essas pessoas precisariam ser "identificadas e combatidas". O afastamento foi assinado pelo delegado-geral Ruy Ferraz e confirmado pelo próprio Da Cunha, em um canal próprio no YouTube, que possui mais de 3 milhões de inscritos. Da Cunha atuava na 4ª Delegacia Seccional do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo. Com o afastamento, ele precisou entregar armas e distintivos da Polícia Civil. A reportagem procurou a defesa do delegado, que disse que ainda não teve acesso ao inquérito civil, e por isso não há como comentar o caso. [[legacy_image_90217]]