[[legacy_image_302213]] Karina de Oliveira Rocha, mulher de 26 anos que morreu após ser esfaqueada em Praia Grande, já havia registrado um boletim de ocorrência e pedido uma medida protetiva contra o ex-marido. Ela estava internada desde a última quinta-feira (28), mas não resistiu. A Polícia Civil foi informada sobre a morte na madrugada desta quarta-feira (4). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande, Lyvia Bonella explicou à TV Tribuna que o pedido de prisão temporária contra Juliano Bispo dos Santos já foi feito, uma vez que ele é o principal suspeito. Internado no Hospital Irmã Dulce, o homem tomou ciência e assinou o documento. “Ele está com dificuldade de falar, mas está lúcido e tem condições de entender o teor do mandado de prisão. Ele permanece sob escolta da Polícia Militar", informou. Quando tiver alta e condições de ir à cadeia pública, ele e os documentos serão encaminhados. Histórico de violênciaA Polícia Militar foi acionada após o filho de 9 anos do casal acionar a vizinha e pedir ajuda. No local, os agentes encontraram manchas de sangue no chão e na roupa da criança. Após arrombarem a porta do quarto, encontraram os dois deitados com vários ferimentos no pescoço. Havia um facão no recinto e outras duas facas menores na sala. Respingos de sangue também foram encontrados pela perícia na cozinha do imóvel. No cômodo, as manchas de sangue na porta, que fica nos fundos da casa, deram a entender que houve uma tentativa de fuga de um dos envolvidos no caso. A linha de investigação adotada pela Polícia Civil leva em conta pedidos de ajuda anteriores da vítima. Ela ressalta que o filho do casal recorreu à vizinha para salvar a mãe. "O que me leva a acreditar que ele seja o principal suspeito é que, além da criança ter pedido para a vizinha ajudar a mãe dele, seria o fato dessa vítima já ter registrado um boletim de ocorrência pela DDM Online, e ter solicitado medida protetiva. Esse boletim de ocorrência versava sobre agressão, ameaça, entre outros crimes", afirma. Karina estava morando com a mãeNo dia dos fatos, a PM informou que foi acionada “para atender uma ocorrência de desinteligência”. Aos policiais militares, a vizinha relatou que havia ocorrido uma briga de casal. Depois, em depoimento à Polícia Civil, a mãe da vítima revelou que Juliano tinha um histórico de agressões físicas contra Karina. O boletim de ocorrência teria sido registrado uma semana antes do crime, pela primeira vez. A mãe da vítima ainda revelou que Karina estava na casa dela, em Cubatão, mas decidiu voltar para Praia Grande um dia antes do crime. O filho deles teria ficado com o pai para frequentar a escola e, após o crime, foi recolhido pelo Conselho Tutelar e entregue à avó materna. As investigações continuam na DDM da Cidade. A Polícia Civil ainda quer ouvir os vizinhos que estavam próximos da ocorrência, os PMs que tiveram o primeiro contato e as pessoas que socorreram a vítima. A delegada menciona a importância de falar com a mãe de Karina e encaminhar o filho dela a uma escuta qualificada.