[[legacy_image_262953]] As delegacias de Defesa da Mulher (DDM) na Baixada Santista precisarão se adaptar para cumprir uma nova lei sancionada pelo Governo Federal em abril, que prevê o funcionamento dessas unidades por 24h, sem interrupção, incluindo domingos e feriados. Para isso, será necessária a contratação de novos funcionários. Na região, apenas a DDM de Santos já funcionava nesse modelo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Somente o município de Bertioga não possui uma DDM na região. As demais cidades dispõem de unidades especializadas no atendimento a mulher de segunda à sexta-feira, das 9h às 19h. É possível ainda registrar ocorrências online. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirma que será necessário um período de adequação para que as unidades especializadas possam cumprir a Lei nº 14.541, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 3 de abril. "Todas as propostas que visam a ampliar o acolhimento e o atendimento às mulheres vítimas de todos os tipos de violência são bem-vindas, contudo a nova lei não é clara ao estabelecer as formas de atendimento ao público. Para o atendimento presencial, considerando o regime especial de trabalho policial, será necessário um prazo para que os estados possam adequar as estruturas físicas e quadro profissional para a prestação de serviço à população de acordo com a legislação vigente", explica. A pasta informou que há 140 unidades territoriais da Delegacia de Defesa da Mulher em todo o Estado, sendo que 11 já funcionam 24h - incluindo a de Santos. Segundo a SSP, seria necessário a contratação de 2.800 novos policiais, sendo 700 delegados, 700 escrivães e 1.400 investigadores para cumprir a determinação federal. Dentro da secretaria, estuda-se a criação de um departamento específico para tratar de crimes contra a mulher. Enfrentamento à violênciaA advogada Isabela Laragnoit, diretora adjunta de Cidadania e Ação Social da OAB Santos, entende ser imprescindível que as delegacias da mulher estejam abertas no instante em que as vítimas precisem. "É urgente que se compreenda a dinâmica do relacionamento abusivo e que o atendimento (à mulher) em um momento de vulnerabilidade seja acolhedor, seguro, humanizado e respeitoso. É preciso tratar a violência contra as mulheres enquanto obrigação do Estado e da sociedade. É o que asseguram os tratados internacionais e a Lei Maria da Penha", disse. Além de mulheres, as DDMs também atendem casos de crianças e adolescentes que tenham sofrido violência física, moral e/ou sexual. A nova lei sancionada pelo Governo Federal também prevê que o atendimento às mulheres na DDM ocorra em sala reservada e, preferencialmente, por policiais do sexo feminino. Isabela explica que a atuação da delegacia da Mulher não se limita ao registro do boletim de ocorrência, se estendendo para prestação de apoio psicológico e pedidos de medida protetiva. "É importante que a DDM trabalhe de forma interdisciplinar a fim de dialogar com os demais órgãos existentes na rede de enfrentamento à violência contra as mulheres, como assistência social, atendimento psicológico e políticas públicas de um modo geral, com o objetivo de fazer os devidos encaminhamentos e de que o atendimento às mulheres atue em todas as frentes necessárias", destacou. Saiba onde ficam as delegacias de Defesa da Mulher (DDM) na Baixada Santista Cubatão: Avenida Brasil, 384 - Jardim CasqueiroGuarujá: Rua Washington, 227 - Vila Maia Itanhaém: Rua Leopoldino Araújo, 167 - Centro Mongaguá: Avenida São Paulo, 851 - CentroPeruíbe: Rua Ministro Genésio de Almeida Moura, 76 - Centro Praia Grande: Rua Cidade de Santos, 50 - Boqueirão Santos: Rua Doutor Assis Corrêa, 50 - Gonzaga São Vicente: Rua Djalma Dutra, 132 - Centro