[[legacy_image_356771]] Depois de horas de interrogatórios, o julgamento do policial militar Anderson de Oliveira Freitas - acusado de matar o MC Primo - foi encerrado na noite desta terça-feira (14) após a defesa do réu abandonar o plenário do Fórum de São Vicente. Agora um novo júri foi marcado para julho. Conforme apurado por A Tribuna, a defesa do réu teria afirmado, antes de abandonar o plenário, que o juiz estava sendo parcial à acusação. O julgamento aconteceria após 12 anos da morte de Jadielson da Silva Almeida, o MC Primo. Uma nova sessão acontecerá no próximo dia 16 de julho. MC Primo foi assassinado aos 28 anos, em 19 de abril de 2012, em frente à casa onde morava, no Jóquei Clube, em São Vicente. Estrela do funk em ascensão, o artista levou 11 tiros. O julgamento do acusado de ter matado o funkeiro começou nesta terça (14) e tinha previsão para acabar na madrugada de quarta (15) com uma sentença. Sete testemunhas foram convocadas para depor sobre o caso: três de acusação e quatro de defesa. Anderson foi preso na época do crime e ficou 60 dias em regime fechado, porém foi liberado e novamente detido em 2022, após exames periciais atualizados apontarem que um dos 11 projéteis que mataram a vítima teria saído da arma do policial militar. Ele também foi ouvido no júri desta terça (14). Em depoimento, segundo a TV Tribuna, o réu negou ter matado o MC Primo e afirmou que sequer teria conhecido a vítima. Durante o plenário, uma mulher sofreu convulsões e precisou ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A mãe da vítima, Maria Celine da Silva, esteve no julgamento e disse que buscava por Justiça. “É difícil falar dele, muito difícil. Hoje falo dele com mais alegria no coração, porque sei onde ele está e ele está bem, me dando a maior força aqui. Ele era amor em tudo. Família. Não fui só eu que o perdi, a família perdeu”, relatou à TV Tribuna. O advogado de acusação, Eugênio Malavasi, disse que o réu cometeu homicídio qualificado. “A nossa acusação estará baseada não só na prova testemunhal, mas sobretudo na prova técnica, cujo laudo de confronto balístico deu positivo. Portanto, a autoria, no entender da acusação, é inconteste, razão pela qual iremos pugnar pela condenação do policial militar como autor da morte do MC Primo”. Por outro lado, na defesa de Anderson, o advogado Emerson Lima Tauyl garantiu que o policial é inocente e que a arma usada no crime não era dele. “Após dez anos vem um laudo surpreendente, sendo que já tínhamos um laudo dizendo que a arma utilizada no crime não era a apreendida com o policial militar, fizeram a apreensão desse menino inocente. O judiciário deve prestar conta à família da vítima (MC Primo), não se pode simplesmente lançar no calabouço um inocente como o réu aqui em questão”, afirmou.