Mário Vitorino é apontado como autor do assassinato contra Igor Peretto em Praia Grande (Reprodução/Redes sociais) Mario Vitorino Da Silva Neto, procurado pelo homicídio do comerciante de Igor Peretto, de 27 anos, em um apartamento na Praia Grande, foi preso na manhã deste domingo (15) em Torrinha, no interior de São Paulo, a cerca de 250 km da Baixada Santista. O suspeito era cunhado da vítima e procurado pela Justiça desde o dia 2 de setembro, quando foi decretado um mandado de prisão temporária contra ele e a viúva de Igor, com quem Mário mantinha um relacionamento extraconjugal. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O acusado deve ser apresentado para a Polícia Civil em Rio Claro, e transferido para a Delegacia de Investigações Gerais da Praia Grande. Segundo apurado por A Tribuna, Mario foi conduzido para o plantão policial após ser encontrado em uma casa em Torrinha, no bairro Jardim Novo Mundo e deve passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (16) ainda em Rio Claro. Segundo o advogado Felipe Pires de Campos, que representa a família Peretto, os familiares da vítima conduziram uma investigação particular que levou à captura do suspeito no interior de São Paulo. Tiago Peretto, irmão da vítima, usou as redes sociais para divulgar a captura do cunhado. A esposa de Igor Peretto, Rafaela Costa Silva,e a irmã, Marcelly Marlene Delfino Peretto, estão presas desde sexta-feira (6). Ambas são suspeitas de terem envolvimento no crime. Conforme apurado por A Tribuna, as mulheres tinham uma relação próxima e o advogado de defesa de Marcelly, Leandro Weissman, confirmou que as duas se beijaram antes do assassinato e a cliente aponta o então marido como o autor das facadas no comerciante. Rafaela também teria uma relação extraconjugal com Mário, marido de Marcelly. De acordo com o advogado Marcelo Cruz, que defende a viúva, Igor teria descoberto a traição da esposa quando Rafaela ligou para Mário e ambos estavam juntos. “A vítima estava ao lado do Mário na hora da ligação. Ele ficou nervoso, tirou satisfação com ela e com a irmã, mas, a Rafaela ficou assustada e saiu do apartamento. Quando ela saiu, eles subiram”. Mário Vitorino da Silva Neto e Rafaela Costa da Silva tiveram o pedido de prisão temporária decretados na segunda-feira (2) (Reprodução Redes Sociais) Relembre o caso De acordo com o boletim de ocorrência (BO), após serem chamados e chegarem ao prédio, policiais militares foram atendidos pela síndica. Ela relatou aos PMs que, durante a madrugada, ouviu barulho e gritaria vindos do apartamento, no quarto andar. Os vizinhos foram até a porta do apartamento, tocaram a campainha e bateram à porta, mas não foram atendidos. A síndica contou aos agentes que viu, por câmeras de monitoramento do prédio, que Marcelly e Rafaela chegaram ao edifício e entraram no apartamento. Era por volta de 4h35. Quase uma hora depois, Mário e Igor apareceram e pediram ao porteiro para entrar. A irmã de Igor só permitiu que subissem caso os dois fossem juntos ao apartamento. Ainda com base nas câmeras, por volta de 6h, Mário e Marcelly deixaram o apartamento, desceram pela escadaria e foram à rua pelo estacionamento. Conforme os PMs, havia a impressão de que Igor e Rafaela poderiam estar no imóvel, em cujo corredor de acesso havia sangue. Rafaela, porém, não estava lá. O apartamento foi aberto com ajuda de um chaveiro. Policiais acharam o corpo de Igor caído no quarto, perto da janela. O boletim de ocorrência aponta luta corporal, porque o imóvel estava 'revirado' e com marcas de sangue. Uma faca ensanguentada foi encontrada perto da porta.