[[legacy_image_3615]] Uma mulher e três homens foram condenados a penas que variam de 20 a mais de 30 anos de reclusão por matar, durante assalto, Jovelino Zavalha, de 79 anos. O latrocínio aconteceu na casa da vítima, em Mongaguá, no dia 9 de dezembro de 2016. Cuidadora do idoso, Barbara Frazão é acusada de ser a autora intelectual do crime. A ré conhecia o idoso havia 24 anos, conforme ela própria disse, e foi condenada a 25 anos, seis meses e sete dias de reclusão, em regime inicial fechado, sem o direito de apelar solta. Reincidente e apontado como quem recrutou os demais acusados e comandou a execução do crime, Giovane de Oliveira Barboza recebeu a pena mais elevada: 30 anos, dez meses e 15 dias de reclusão. Os demais réus são Weide do Carmo, condenado a 26 anos, cinco meses e 17 dias de reclusão; e Gustavo Santos Caldas, cuja pena foi fixada no menor patamar, de 20 anos, porque não ingressou na moradia da vítima. A tarefa de Gustavo foi a de dirigir o carro que levou os comparsas ao local do crime. Ele, Giovane e Weide também não poderão recorrer em liberdade. Irmão de Giovane e por ele também convidado a roubar o imóvel de Jovelino, Luan Jhonatan Soares de Oliveira, o Pajé, foi o último dos acusados a ser localizado pela Polícia Civil. Preso preventivamente, aguarda o julgamento, porque o processo foi desmembrado em relação a ele na época em que ainda permanecia foragido. Entenda a trama [[legacy_image_3616]] Bárbara é acusada de fornecer aos demais réus informações privilegiadas sobre a rotina da vítima, bem como a chave de sua casa. Jovelino morava na Avenida Santana, no Jardim Samoa. A juíza Andréa Aparecida Nogueira Amaral Roman, da 1ª Vara de Mongaguá, destacou em sua sentença que a amizade “beirava a laços familiares” e, por isso, Barbara “desrespeitou a relação de confiança” entre ela e o idoso. Jovelino supostamente reagiu e foi espancado até a morte. Encontrado em sua casa morto, despido e amarrado, o idoso apresentava fraturas no crânio e no tórax decorrentes da agressão imposta pela quadrilha. O meio cruel empregado no latrocínio foi considerado pela juíza como agravante ao fixar as penas dos quatro réus. A vítima não apresentava marcas de tiros, apesar de Giovane portar arma de fogo no momento do latrocínio. Carro queimado [[legacy_image_3617]] A quadrilha roubou da moradia do idoso um televisor de 39 polegadas, peças automotivas, R\$ 1 mil e diversos eletrodomésticos e ferramentas. O bando ainda levou o Fiat Uno do idoso para transportar os objetos e agilizar a fuga. A equipe do delegado Ruy de Matos Pereira Filho e do investigador Rogério Pinto, da Delegacia Sede de Mongaguá, elucidou o caso. Segundo os policiais, os réus incendiaram o carro da vítima após deixar os produtos do roubo na residência de Giovane. “Os marginais colocaram fogo no Uno para eliminar vestígios, mas, mesmo assim, achamos o carro e esclarecemos o crime”, explicou Pinto. O veículo foi encontrado em um matagal atrás do Centro de Progressão Penitenciária 'Dr. Rubens Aleixo Sendin', presídio de regime semiaberto situado em Mongaguá. A mentora tentou atenuar a sua conduta alegando que a intenção dela era só roubar a vítima, e não matá-la. Porém, a magistrada refutou essa tese, fundamentando que todos agiram com dolo eventual. Isso quer dizer que assumiram o resultado mais grave, devendo ser condenados pelo latrocínio.