[[legacy_image_292764]] Preso nesta segunda-feira (28) no bairro São Manoel, em Santos, pelo homicídio de um policial civil em fevereiro de 2018, Flávio José Ramos Júnior, conhecido como NK, de 30 anos, só foi notado e virou membro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) após ter cometido o crime, aponta o delegado da Delegacia Especializada e Investigações Criminais (Deic), Fabiano Fonseca Barbeiro. Um grande esquema foi montado para a prisão dele. Veja o vídeo da prisão abaixo. “É um rapaz novo e até 2018 ele ainda não tinha um histórico criminal extenso e forte com o crime. Foi após essa ação dele e de seu parceiro, que ele praticou diversos outros crimes e passou a integrar a organização criminosa denominada PCC. E, além de ter ganhado uma posição dentro da organização criminosa, na função de disciplina, ele também era o responsável em gerir o tráfico de drogas na região em que morava. Ele tinha a palavra final e fazia o comando dos pontos de venda de drogas”, afirma. [[legacy_image_292763]] Ainda segundo Barbeiro, além de coordenar o tráfico de drogas na região, na função de ‘disciplina’ ele ‘julgava’ os membros da facção que cometiam 'delitos'. “Ele era o responsável por atuar na segurança e na aplicação de controle das atividades dos demais integrantes. Essa organização criminosa tem um código de conduta e aqueles indivíduos que de alguma forma descumprem esse código, são submetidos a um ‘julgamento’ e o ‘disciplina' é quem faz a identificação dessas condutas e a sanção do crime”, explica. PrisãoNK foi preso durante a Operação Escudo pelos policiais da Deic e da Delegacia Seccional de Santos, nesta segunda-feira (28), no Bairro São Manoel, em Santos. Os policiais, em cumprimento de um mandado de prisão, busca e apreensão registraram toda a operação. A Tribuna teve acesso as imagens dos agentes. De acordo com a Polícia Civil, assim que os policiais chegaram ao imóvel, o homem tentou fugir pelo mangue. Houve troca de tiros e NK foi atingido na perna. Ele foi levado ao Hospital Santa Casa, onde foi passou por cirurgia e seu estado de saúde é estável. Ainda segundo a polícia, buscas foram feitas na casa, onde foram encontradas e apreendidas diversas porções de droga. Uma arma 9mm que foi usada por ele na troca de tiros contra os policiais também foi apreendia. CrimesAlém do homicídio, agora ele também será indiciado por associação criminosa (por ser membro do PCC), tráfico de drogas e tentativa de homicídio contra os policiais civis que o prenderam. “Ele tem dentro da organização criminosa a função de disciplina, que é o indivíduo que faz a segurança da facção, além de ter o controle das atividades dos demais integrantes e gerir o tráfico de drogas na região”, disse Barbeiro durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (28), no Palácio da Polícia Civil em Santos. O homicídioO papiloscopista do 7º Distrito Policial (DP) de Santos, João Ferreira de Moura Júnior, de 48 anos, foi atingido com um tiro na testa e outro que se alojou entre o ombro direito e o peito, na Rua Professor Celso da Cunha Alves, no Jabaquara, na madrugada de 28 de fevereiro de 2018. [[legacy_image_292765]] Momentos antes, Júnior havia saído da casa da namorada, no Morro São Bento. Achado baleado dentro de sua Blazer, o papiloscopista foi socorrido e morreu dois dias depois na Santa Casa de Santos. Além de Flávio, outro comparsa, Cícero Santana Júnior, foi condenado em 2021 a 21 anos de prisão pelo assassinato e permanece preso.