[[legacy_image_261141]] Uma menina, de 7 anos, foi espancada pelo próprio pai, de 28, no último sábado (15) na Rua José Rangel de Almeida, no Jóquei Clube, em São Vicente. De acordo com a mãe da vítima, a agressão teria acontecido após uma briga entre a filha do suspeito e a enteada, outra criança. A menor de idade passava o final de semana na casa do acusado. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Separados há cerca de dois anos, os pais da criança compartilham sua guarda e a menina frequenta a casa do pai e da madrasta no Município. Segundo a mãe da vítima- que optou por não ser identificada-, a responsável só teve ciência do que teria acontecido após a menina retornar. “Ele (o pai) trouxe ela na segunda-feira (17) e falou que ela teria caído de bicicleta. Minha filha concordou. Ela estava com muito roxo na perna, achei estranho. Conversei e ela começou a chorar, não queria falar. Vi uma marca de chinelo nas costas dela e liguei para o avô paterno dela”, conta. Segundo a mãe, o próprio avô da vítima confessou que o filho teria agredido a criança. “Disse que ele bateu nela, passou dos limites e tinha reclamado com ele. Depois disso, minha filha contou a verdade e que o pai dela tinha a ameaçado para não contar”. Entre as ameaças feitas pelo suspeito, a vítima contou à mãe que o homem teria dito que a sequestraria, levaria à Bahia e nunca mais veria a família materna. Por conta disso, a mulher decidiu registrar o caso na delegacia. “Ele chegou do mercado agredindo ela com uma sapatilha. Me senti desesperada, comecei a chorar. A gente nunca espera isso. Foi a primeira vez que isso aconteceu. Não tentei falar com ele”, diz. De acordo com o boletim de ocorrência, uma segunda agressão foi evitada pelo avô da menina. Afinal, a madrasta levou a vítima até a casa dela afirmando que o suspeito estava bêbado e temia que pudesse bater novamente na filha. Essa atitude fez com que a mãe da menor fosse à Justiça para tentar restringir que ele visite a criança novamente. O caso segue em investigação pelo 2º Distrito Policial (DP) de São Vicente como maus-tratos.