[[legacy_image_12781]] Uma menina autista, de apenas três anos, deu entrada no Pronto-Socorro da Santa Casa de Santos com lesões nas partes íntimas que sugerem violência sexual. Os sinais de suposto estupro foram constatados pela pediatra que examinou a menina. O Conselho Tutelar foi acionado e comunicou o caso à Polícia Civil, que o investiga. Moradora em Cubatão, a criança foi levada na sexta-feira (24) à noite ao pronto-socorro pela mãe, de 34 anos, e outras duas mulheres. Uma dessas mulheres é a cuidadora da menina e a outra, a mãe da profissional. Segundo disseram, elas perceberam ferimentos na região genital da criança, que sentia dores, ao darem banho nela. Essas mulheres alertaram a mãe da criança e lhe pediram para levar a filha ao médico. No pronto-socorro, um conselheiro tutelar conversou com a pediatra, que lhe confirmou a suspeita de abuso sexual. A médica também relatou ao conselheiro que a mãe da criança ficou “nervosa” ao ser questionada sobre possível estupro. A mulher exigiu a documentação de atendimento da filha e afirmou que telefonaria para o seu advogado. Para o conselheiro, a mãe da menina afirmou que o abuso poderia ter sido praticado por um “ladrão”, que entrou na casa dela no último dia 18 e ofereceu doce à criança. Boletim de ocorrência de furto ou roubo à residência no dia 18 de janeiro ou em outra data não havia sido registrado pela mãe da menina até sexta-feira (24). O suposto estupro foi comunicado pelo conselheiro tutelar na Delegacia de Cubatão. O delegado Pedro Augusto Losada Correia expediu guia de exame para a constatação de eventual abuso sexual.