Os irmãos Felipy (à esquerda), de 16 anos, e Edley (à direita), de 24, eram de Santo André e vieram passar o dia na praia no litoral de São Paulo (Reprodução/Instagram) Os corpos dos irmãos Felipy da Silva de Oliveira, de 16 anos, e Edley Matheus da Silva Ferreira, de 24 anos, foram encontrados em Praia Grande nesta quinta-feira (26). Turistas de Santo André (SP), eles se afogaram e desapareceram após serem arrastados por uma corrente de retorno. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar), por volta das 13h10 desta quinta-feira (26), agentes da corporação viram um corpo nas águas da praia do bairro Solemar. Eles entraram no mar e, com auxílio de surfistas, o retiraram. Depois, às 14h40, os familiares foram até o local e o pai de Felipy o reconheceu. Durante à tarde, o corpo de Edley foi achado na praia do bairro Caiçara. O cadáver também foi reconhecido por familiares. Desaparecimentos Os irmãos desapareceram durante a tarde desta quarta-feira (25), feriado de Natal. O GBMar informou que uma equipe foi chamada por populares para um afogamento de duas pessoas, que estavam há aproximadamente 300 metros de distância da cadeira dos guarda-vidas. Eles foram até o local e, ao chegarem, avistaram uma das vítimas nas águas. Quando os guarda-vidas entraram no mar para fazer o salvamento, a vítima desapareceu. Após acionarem outros agentes da equipe, que foram até o local, os guarda-vidas apuraram que Edley tentou ajudar o irmão Felipy, que estava sendo arrastado pela correnteza. Ambos acabaram desaparecendo na água e populares tentaram ajudar, mas não conseguiram. O helicóptero Águia, da Polícia Militar (PM), fez buscas no local, mas não conseguiu encontrá-los. Os dois tinham vindo à Baixada Santista para aproveitar o dia na praia. Outra morte Por volta das 9h15 desta quarta-feira (25), o jovem de Cachoeira de Minas (MG), Messias Domingos Leck, de 16 anos desapareceu nas águas. O corpo dele foi encontrado horas depois. O GBMar informou que foi acionado para um afogamento em curso com múltiplas vítimas pela praia do Bairro da Guilhermina. Foram acionadas equipes operacionais, moto-aquática e bote de salvamento, que foram até o local. Durante o deslocamento, um dos agentes viu, através do sistema de monitoramento, duas vítimas pelas águas, sendo que um tinha desaparecido. Um menor de 13 anos foi salvo e retirado por populares cerca de um minuto antes dos bombeiros marítimos chegarem. Entretanto, a outra vítima, de 16 anos, não foi achada. Durante a coleta de informações, foi constatado que quatro vítimas estavam se afogando, sendo que as outras duas foram retiradas da água por populares, assim como o adolescente de 13 anos. O corpo de Messias foi localizado horas depois e reconhecido por familiares. Cuidados O capitão do GBMar, Karoline Burunsizian Magalhães, alertou que para evitar afogamentos, os banhistas podem seguir algumas dicas, como procurar praias protegidas por guarda-vidas e ficar perto deles. Ou ainda, se o banhista tiver dúvidas, perguntar ao agente do GBMar qual o local mais seguro, onde estão os riscos e perigos daquela praia, além de não entrar na água em frente às placas de perigo. Além disso, Karoline explicou que a maioria dos banhistas que desaparecem nas praias do litoral de São Paulo não são da região. “Quase 70% dos óbitos no nosso litoral acontecem de turistas de São Paulo e da Grande São Paulo. É um número muito alto de turistas, são poucos os óbitos que acontecem de moradores da praia”. Ela também explicou que um dos principais perigos são as correntes de retorno. “Nove das dez mortes acontecem em correntes de retorno, que são essas sinalizadas com uma placa de perigo. Não utilize objetos flutuantes. Eles não são seguros, eles passam uma falsa sensação de segurança. Eles te arrastam para o fundo, a vítima cai na corrente e, quando percebe que está no fundo, não consegue mais retornar, abandona o objeto e infelizmente morre afogada”, afirmou o capitão do GBMar. A imprudência é uma das principais causas do afogamento. Segundo Karoline, o afogamento é algo evitável. “Se a pessoa não entrar no mar, ela não vai se afogar. Da mesma forma que se ela entrar de forma leviana e avançar, ir para o fundo, não escutar as orientações do guarda-vidas, entrar em frente às placas ou entrar em um risco que não é sinalizado porque não tem guarda-vidas, ela vai acabar se envolvendo em ocorrência de afogamento”. Outro ponto destacado por Karoline é que, no Brasil, metade das pessoas que morrem afogadas sabem nadar. "Não é porque a pessoa sabe nadar que vai se isentar de se envolver em ocorrência de afogamento”.