[[legacy_image_221661]] Um corpo foi encontrado enterrado no quintal de uma casa na manhã desta sexta-feira (11) na Rua Caxambu, no Balneário Britânia, em Ilha Comprida. A suspeita da Polícia Civil é de que o corpo seja de Ágata Gonzaga Peixoto Ferreira, uma estudante de 17 anos, que estava desaparecida desde o ano passado e morava no local. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A estudante morava com o pai na casa em que o corpo foi encontrado. O tio da vítima registrou uma ocorrência sobre o desaparecimento da adolescente, alegando que sua sobrinha residia com o pai quando sumiu. Conforme apurado por A Tribuna, vizinhos afirmaram que a última vez que a menina teria sido vista foi em outubro de 2021. No boletim de ocorrência, o tio relata, que segundo o pai da menina, a mesma teria ido com ele para Itanhaém e que ela foi morar na casa da mãe biológica. Contudo, quando a família procurou por notícias, a mãe informou que Ágata nunca esteve com ela, o que causou estranheza. Questionado novamente, o pai mudou sua versão e disse que a filha tinha se mudado para Sorocaba com um rapaz e nunca mais deu notícias. Desde então, segundo testemunhas, ela parou de usar as redes sociais e não entrou em contato com ninguém. Pai é suspeitoAs investigações apontam o pai como o principal suspeito pela morte de Ágata. O delegado responsável pelo caso, Carlos Eiras, informa que um mandado de prisão temporária será expedido contra ele. Uma conhecida da vítima, que preferiu não se identificar, afirma que a adolescente foi criada pela avó, mas foi morar com o pai há alguns anos. Também disse que o suspeito era muito ciumento e não deixava a filha namorar. “Ele trabalhava de ajudante de pedreiro em Ilha Comprida. O jeito dele era estranho, de poucos amigos, pouca conversa. Mas, nunca soube de relatos que ele estivesse envolvido em brigas”, conta. A conhecida também disse que o pai era solteiro e já havia namorado anteriormente. Na ocasião, a ex-companheira se separou após descobrir um suposto assédio dele contra Ágata. “Após esse episódio, a mulher denunciou o caso, e talvez seja por isso que repercutiu”, relembra. “Ela era um amor de menina, meiga e esforçada. Inclusive ela sempre estava trabalhando, cuidava de criança, fazia uma faxina e ficava fazendo alguma coisa. Era uma menina muito querida”, cita. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Ilha Comprida e o corpo encontrado em estado de decomposição foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para confirmar se realmente é a menina desaparecida. A localização do pai de Ágata ainda é incerta.