(Matheus Croce/TV Tribuna) O corpo do policial Júlio César da Silva, de 43 anos, foi velado neste domingo (25), no Memorial Vicentino, no Parque Bitaru. Ele morreu na noite de sexta-feira (23), após ser baleado na cabeça na comunidade Vila Esperança, em Cubatão. Ele integrava a 4ª Cia do 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I). O corpo foi cremado em Santo André, no ABC paulista. Além de familiares e amigos, estiveram presentes o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite, e o comandante do Comando de Policiamento do Interior Seis (CPI-6), coronel Rogério Nery Machado, que falou com os jornalistas. "Para nós é um momento de extrema tristeza. Toda a Polícia Militar se movimentou e a Civil também nos ajudou muito na parte investigativa. É um momento de dor e, ao mesmo tempo, um momento de solidariedade e de união dos policiais militares em busca da proteção do nosso pessoal", afirmou, em entrevista à TV Tribuna. No velório, foram prestadas honras militares, com entrega de bandeira nacional para a família, além de ter sido executado o toque de silêncio, em que todos os militares prestam continência em homenagem ao policial morto. "Era um dos policiais mais proativos dentro da força tática que opera na Cidade de Cubatão. Era vocacionado para a função que exercia perante a sociedade. Era uma liderança nata e muito respeitado por todos os demais policiais militares que trabalhavam com ele", descreve o comandante. O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite, esteve no velório (Matheus Croce/TV Tribuna) Em fuga O atirador que matou o policial militar foi preso na região de Itu, no Interior de São Paulo, na noite deste sábado (24), enquanto tentava ir para o Paraguai. Ele estava em um carro na Rodovia Castello Branco, na cidade de Cesário Lange. O motorista do veículo também foi detido. O autor do disparo já era procurado pela Justiça por outro homicídio qualificado, ocorrido no ano de 2021. O veículo onde os dois homens estavam foi encontrado na altura do km 139 da rodovia. As investigações apontaram que o motorista já teria prestado este tipo de serviço a outros criminosos. Com eles, foi apreendida a quantia de R\$ 1.959 em espécie. O atirador confessou o assassinato do policial Júlio César Costa e admitiu que tentava fugir para o país vizinho. Ainda conforme divulgado pela Agência SP, o homem envolvido no homicídio foi reconhecido por um dos policiais que estavam com a vítima. "Ele (o atirador) havia contratado um Uber para levá-lo para fora do Estado, foi emitido um alerta e ele acabou sendo preso na região de Itu, sendo levado para a Delegacia de Investigações Gerais (Dig) de Itapetininga. Há indícios de que o motorista tinha conhecimento do motivo da fuga, tanto que ele foi preso por associação criminosa por ter recebido valores para retirar o indivíduo da região", explicou o comandante do Comando de Policiamento do Interior Seis (CPI-6), coronel Rogério Nery Machado, à TV Tribuna. A Polícia Civil pediu a prisão preventiva de ambos. Em relação ao autor do homicídio contra Júlio César Costa, ele já ficará preso preventivamente por conta do crime cometido em 2021. Anúncio do governador A captura do atirador foi confirmada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na noite deste sábado (24). Em postagem no X, antigo Twitter, Tarcísio ressaltou que o criminoso foi capturado em menos de 24h após o assassinato. "Está preso o assassino do Cabo PM Júlio Cesar da Silva Costa, morto em serviço na noite desta sexta, em Cubatão. O criminoso, que já responde por outro homicídio, foi encontrado em menos de 24h graças à atuação rápida e profissional das forças de segurança de São Paulo", disse o governador. Ainda na postagem, Tarcísio lamentou a morte do policial. "Nenhum ataque as nossas polícias será tolerado jamais. Meus sinceros sentimentos à família e a toda a corporação, que perde um grande policial. Sua bravura e dedicação à polícia militar não serão esquecidas", escreveu. Também no X, o Secretário Estadual de Segurança Pública, Guilherme Derrite, reforçou a rápida atuação da polícia após o crime e o fato do atirador já ser procurado por outro homicídio. "Mais um exemplo de que a reincidência tira vidas. Nossos sentimentos aos familiares e a certeza de que nenhum ataque às nossas polícias ficará impune", escreveu o secretário. Relembre o caso O crime ocorreu no Caminho dos Imigrantes, por volta das 23 horas. Conforme informações da Polícia Militar, minutos antes de ser baleado, o cabo, que estava com uma equipe, havia se dirigido para a região abaixo do viaduto de entrada da Vila Esperança. Eles foram acionados via telefone 190 para comparecer a um matagal onde havia homens escondidos. No local, os policiais avistaram um homem que “trajava vestimentas pretas e estava com uma mochila preta em suas costas”, como detalhado no boletim de ocorrência. Este, ao perceber a aproximação da viatura policial no Beco do Manjuba, na Vila Esperança, passou a atirar contra os agentes. Nesse momento, Júlio César levou um tiro na cabeça. O autor fugiu. Inconsciente, o policial militar foi levado por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Pronto-Socorro Municipal de Cubatão, onde não resistiu aos ferimentos e morreu. Houve perícia no local do crime e a viatura utilizada pela equipe policial, também atingida por tiros no para-brisas e no capô, foi levada à Delegacia Sede de Cubatão.