[[legacy_image_213358]] O coronel da Polícia Militar Cássio Pereira Novaes, acusado de assediar sexualmente e ameaçar a soldado Jéssica Paulo do Nascimento, foi condenado a um ano e cinco meses de detenção. A sentença ocorreu na sexta-feira (7) em audiência no Tribunal de Justiça Militar de São Paulo (TMJ-SP). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A condenação foi comemorada pela ex-soldado da PM Jéssica Paulo Nascimento. Em entrevista para A Tribuna, ela disse que não quis participar presencialmente da audiência para não ter seu psicológico abalado. "Eu não poderia me manifestar. Então, preferi que meu advogado Sidnei Henrique Santos me mantivesse informada sobre o caso". "É uma mistura de sentimentos. Me sinto aliviada e com sentimento de dever cumprido. Não me arrependo de ter denunciado e ver que fiz o certo", disse aliviada. A ex-soldado lembra que foi um caminho longo e desafiador. "Quem sofre um assédio precisa ser persistente. Juntar provas. Não adianta só falar. Ninguém acredita numa simples acusação. Fui perseguida, fiquei muito abalada. Mas, hoje fui recompensada". Leia mais:Soldado é forçada a deixar a PM após denunciar tenente-coronel por abuso sexual e ameaça de mortePM acusado de abuso sexual e ameaça de morte contra ex-soldado é promovido a coronel O caso corre sob segredo de justiça e ao acusado ainda cabe recurso sobre a sentença. Procurada por A Tribuna, a defesa do acusado não retornou até a publicação desta matéria. Relembre o casoEm abril do ano passado, a soldado da PM Jéssica Paulo Nascimento acusou o tenente-coronel de assédio sexual e ameaças de morte. De acordo com seus relatos, tudo começou em 2018, quando ele havia assumido o comando do Batalhão da Zona Sul de São Paulo e a conheceu. Após as “investidas” que, segundo ela, aconteceram presencialmente e, principalmente, através de aplicativos de mensagens no celular, seguidas de humilhações e ameaças por áudios quando se recusou a encontrar o superior, Jéssica pegou férias e, na sequência, uma licença oferecida pela psiquiatria da PM. Depois de seis meses de licença, quando não conseguiu mais prolongá-la, resolveu pegar uma em outro formato que, segundo ela, é sem vencimento e não remunera o profissional por dois anos. Jéssica e sua família decidiram se mudar para a cidade de Praia Grande para ficar longe das ameaças, mas em maio do ano passado foi forçada a pedir exoneração do cargo.