Padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi preso no último dia 4 em Praia Grande (Redes sociais e Reprodução) Uma coroinha, de 19 anos, que acusa o padre Jucelino de Oliveira, de 58, de estupro de vulnerável em Praia Grande, no litoral de São Paulo, fazia parte de um programa da igreja voltado a pessoas com dependência em álcool. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A informação foi confirmada pela delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade da Baixada Santista, Lyvia Cristina Bonella, em entrevista à TV Tribuna. Conforme noticiado por A Tribuna, o padre teria oferecido bebidas alcoólicas à jovem, de 19 anos, e ao namorado dela, de 18, ambos coroinhas. Depois, o religioso teria cometido o crime contra a garota, segundo o boletim de ocorrência. O sacerdote tinha relação próxima do casal. Prisão pode ser estendida Segundo Lyvia, a prisão temporária de Jucelino tem validade de 30 dias e pode ser prorrogada ou convertida em preventiva, conforme o andamento das investigações. A vítima, além de prestar depoimento, também encaminhou áudios relacionados ao caso. A investigação ocorre em segredo de Justiça. Outras pessoas devem ser ouvidas pela Polícia Civil. Relembre o caso Jucelino foi preso na noite de 4 de setembro, após uma equipe da DDM de Praia Grande cumprir um mandado expedido pela Justiça em desfavor dele. Além da prisão, a Justiça determinou medidas cautelares para proteger as vítimas. Entre elas estão a proibição de aproximação a menos de 300 metros, de contato por qualquer meio e de frequentar locais habitualmente frequentados por elas. Segundo o boletim de ocorrência, a jovem e o namorado disseram que frequentavam uma igreja onde o padre atuava há aproximadamente três meses. O casal passou a acompanhá-lo em missas realizadas em outras igrejas e também era convidado para ir à casa do religioso. Ainda de acordo com o registro policial, a jovem afirmou que Jucelino costumava oferecer bebidas alcoólicas e insistia para que os dois consumissem álcool, mesmo depois de ela dizer que não devia beber. A coroinha contou ainda que, em uma ocasião, na casa do padre, ele deu um abraço no casal e encostou a genitália na perna dela. Depois, quando o namorado se encontrava com a cabeça abaixada e aparentava estar sonolento após consumir bebida alcoólica, o padre se aproximou novamente e colocou as mãos por dentro da blusa e do sutiã da jovem. Em seguida, o religioso pediu que os dois fossem para um quarto descansar. Após isso, chamou a coroinha para voltar a beber com ele, mas ela recusou. A jovem afirmou que, em outras ocasiões, o padre ofereceu presentes e ajuda financeira, como pagar a carteira de motorista dela e comprar materiais para que pudesse abrir um salão de beleza. O religioso ainda teria sugerido para o casal morar na casa dele. Condenado pelo mesmo crime Jucelino já havia sido condenado pelo mesmo crime há cerca de 20 anos. O religioso foi sentenciado a 12 anos de reclusão, em regime fechado, acusado de abusar sexualmente de uma menina de 10 anos, em Franca, no interior de São Paulo. O crime ocorreu no início de 2006. Na época, o padre integrava a Diocese de Santo Amaro, na Capital, e visitava a mãe na cidade. Missas Jucelino celebrava missas em igrejas de Praia Grande, entre elas a de São João Batista, no bairro Solemar. Nas redes sociais, há registros das celebrações e da participação de coroinhas nas atividades. Jucelino de Oliveira foi ordenado padre em 2004. Desde 2020, é responsável pela administração de um espaço utilizado para retiros e encontros religiosos. Diocese O padre foi afastado pela Diocese de Santos na semana passada. O afastamento é considerado provisório, impedindo que ele exerça funções religiosas. Com o afastamento, o pároco não poderá exercer funções, direitos e atribuições relacionadas ao cargo. A decisão o impede de celebrar missas, presidir atos de culto, exercer funções pastorais, entre outras atividades.