Caso aconteceu quando a vítima foi orientar um caminhoneiro que havia estacionado em local proibido na Avenida Jonas Banks Leite, no Centro de Registro (Reprodução/ Redes Sociais) Uma mulher de 30 anos que trabalhava como orientadora de estacionamento no Centro de Registro, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, foi alvo de ofensas homofóbicas e ameaças após advertir um caminhoneiro que havia estacionado em local proibido. À reportagem de A Tribuna, a vítima contou que tanto o motorista quanto o ajudante dele a insultaram. Este último, segundo ela, chegou a chamá-la de “sapatão do c*****”. (Veja vídeo mais abaixo/ Crédito: Reprodução) Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso ocorreu na tarde de quarta-feira (16), na Avenida Jonas Banks Leite, uma das principais vias da cidade. Funcionária de uma empresa que administra as zonas azuis do município, a orientadora explicou que o caminhoneiro havia parado em uma vaga reservada para clientes de uma farmácia. Por isso, foi até ele para informá-lo sobre o tempo de tolerância permitido, que é de 15 minutos. No entanto, quando ela anotou a placa do veículo, o motorista se irritou, acreditando que seria multado. “Quando fui explicar para ele, disse que aquela vaga não era nossa (da empresa). Depois, me chamou de 'burra', de 'arr******', perguntou se eu sabia ler e se eu era CLT”, relatou a vítima, que preferiu não se identificar, por questão de segurança. Logo depois, o ajudante do caminhoneiro chegou ao local. Ele passou a ameaçá-la e a ofendê-la com xingamentos homofóbicos. De acordo com a vítima, o homem chegou a empurrá-la e tentou agredi-la fisicamente, mas foi contido por um pedestre que passava pela avenida. -Veja o vídeo (1.458787) “O ajudante chegou me chamando de lixo e fazendo ameaças. Veio para cima de mim, mas consegui afastá-lo. Nessa hora, ele começou a me xingar, me chamou de ‘sapatão do c******’. Depois, ainda disse que odiava ‘esse tipo de animal’, se referindo a mim”, contou a orientadora. Ela afirmou ter ficado abalada com a situação. “Nunca tinha passado por algo assim. A frase que ele falou, me comparando com um animal, dizendo que não gostava dessa ‘raça de animal’ foi algo que me marcou. É uma coisa bem triste”, desabafou. O que diz a SSP? Após o episódio, a vítima compareceu ao 1º Distrito Policial (DP) de Registro para registrar um boletim de ocorrência. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), o caso foi registrado como injúria e ameaça. Em nota, a pasta informou que a autoridade policial atua para esclarecer os fatos.