Casos mencionados são investigados no 1º e 2º Distrito Policial de Itanhaém (Arquivo pessoal) Moradores de Itanhaém, no Litoral de São Paulo, tiveram dados na Caixa Econômica Federal vazados e as contas do Bolsa Família zeradas na última quinta-feira (22). As vítimas receberam uma notificação alertando que uma transferência bancária foi realizada para uma instituição financeira que não constava no comprovante e para destinatários com nomes diferentes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A caseira Leticia Rosendo da Costa, de 26 anos, recebeu a notificação exatamente às 7h40. "Limparam a conta. Me dirigi ao banco da Caixa Econômica, no Centro de Itanhaém, e descobri que não fui a única que tive esse problema", afirma. "O banco não nos deu posição alguma. Eu e mais uma moça fomos registrar um boletim de ocorrência na delegacia. Lá, nos informaram que deveríamos retornar em 15 dias para fazer um registro que obrigue o estelionatário a responder criminalmente", relata. A beneficiária Renata Menezes de Jesus, de 34 anos, também registrou a ocorrência no mesmo dia. "O nome do destinatário na transferência é Pietro Henrique David Silva, mas o (valor) das outras pessoas foram para contas diferentes". Uma outra vítima, que preferiu não ser identificada, afirmou que sua situação financeira não é nada boa. "Foi uma situação de impotência, sendo que foi um vazamento de dados. O valor ia me ajudar bastante, e acabei prejudicada. Já tinha um planejamento de compras e de contas a pagar que foi atrasado", explica. O dinheiro transferido das munícipes foi estornado e retornou na manhã da última quinta-feira (28), sem qualquer outra explicação da Caixa Econômica Federal. Investigação Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), os casos mencionados são investigados no 1º e 2º Distrito Policial de Itanhaém. As equipes das unidades prosseguem tentando identificar e prender os suspeitos. Outros detalhes foram preservados para garantir a autonomia ao trabalho policial. A Caixa Em nota, a Caixa Econômica Federal explicou que, "em caso de movimentação não reconhecida pelo cliente, é possível realizar pedido de contestação em uma das agências do banco, portando CPF e documento de identificação. As contestações são analisadas, de forma individualizada e considerando os detalhes de cada caso e, para os casos considerados procedentes, o valor é ressarcido ao cliente". O banco ressaltou que atua conjuntamente com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que combatem fraudes e golpes, e que as informações são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente à Polícia Federal e demais órgãos competentes. A instituição diz que "monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar suspeitos".