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Sexta-feira

6 de Dezembro de 2019

Conhecidas como 'musas do estelionato', mulheres são presas por golpe de R$ 50 mil em Itanhaém

Dupla vendia imóveis que não existem e usava criança autista e suposto marido doente para facilitar crimes

Duas mulheres foram presas em Itanhaém na última sexta-feira (9) após aplicarem um golpe e extorquirem R$ 50 mil apenas de uma vítima. Conhecidas como ‘musas do estelionato’, elas vendiam terrenos inexistentes na cidade, segundo informações da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do município.

A dupla chegou a usar uma criança autista na intenção de sensibilizar os compradores, facilitando o crime de estelionato.

A polícia divulgou neste domingo (11) que Maria Celene Luiz dos Santos e Letícia Donner Brandão foram localizadas por força de mandado de prisão expedido contra as duas, que já tinham passagens e respondem a outros processos por estelionato.

O crime

Um dos crimes cometidos pela dupla originou a denúncia acatada pelo Ministério Público do Estado (MP-SP). De acordo com a investigação, enquanto Letícia dizia ser corretora por meio das redes sociais, Celene fingia ser a dona do imóvel, justificando vendê-lo por um menor preço para arcar com as custas do tratamento de saúde do marido.

Além disso, Maria Celene chegou a encontrar-se com a vítima junto a uma criança autista, na intenção de sensibilizar o comprador e, assim, conseguir finalizar a negociação.

De acordo com a polícia, nenhuma vítima levantou qualquer suspeita. Elas forjaram um contrato particular de compra e venda para dar veracidade às ações. Letícia assinou como testemunha e reconheceu firma em cartório, ao lado de um comparsa, e Maria Celene assinou como vendedora. Só neste caso, R$ 20 mil foram recebidos como sinal.

O juiz da 1ª Vara Criminal de Itanhaém condenou as duas a três anos, dois meses e 13 dias de prisão em regime semiaberto, e pagamento de R$ 27 mil em indenização à vítima.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou a prisão da dupla. Elas foram encaminhadas à Cadeia Pública de São Vicente, onde permanecem à disposição da Justiça. A defesa delas não foi localizada até a publicação desta reportagem.

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