Uma confusão envolvendo um homem em aparente estado de embriaguez mobilizou viaturas da polícia na noite de quinta-feira (9), na Rua Felipe Camarão, entre a Avenida Pedro Lessa e a Rua Alfaia Rodrigues, no bairro Aparecida, em Santos, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o professor de muay thai Renan Patriota Gonçalves, de 29 anos, dono de uma academia próxima ao local da confusão, a situação começou quando a irmã dele, que também é sua aluna, deixava o local de carro e se deparou com dois homens brigando na via pública. Durante a confusão, um dos envolvidos, visivelmente alterado, correu pela rua e acabou se jogando contra o veículo. Com o impacto, o para-brisa e o retrovisor foram danificados. No momento da ocorrência, a filha da motorista, sobrinha de Renan, de 14 anos, também estava no carro e ficou assustada com a situação. De acordo com Renan, após ser acionado por pessoas que estavam no local, ele desceu até a rua para prestar apoio à irmã e tentar acalmar o homem até a chegada da polícia. “Em nenhum momento, tive intenção de brigar. Só pedi para ele esperar a polícia chegar para resolver a situação”, relatou. Ainda segundo o professor, o indivíduo passou a proferir ameaças e xingamentos, além de simular que estaria armado. A situação se agravou quando o homem tentou pegar uma garrafa de vidro quebrada no chão, objetos que ele mesmo havia estilhaçado momentos antes durante a briga. Diante do risco iminente, Renan decidiu intervir. “Quando vi que ele poderia usar o vidro para machucar alguém, precisei agir. Derrubei e o imobilizei no chão até a chegada da polícia”, explicou. Imobilização durou cerca de 20 minutos O homem permaneceu contido por cerca de 20 minutos, período em que continuou agressivo, tentando se soltar, cuspindo e até tentando morder o professor, conforme relatado. Apesar da tensão, ninguém ficou gravemente ferido. Renan teve escoriações leves, enquanto o homem sofreu alguns arranhões durante a imobilização. Polícia foi acionada e caso registrado A Polícia Civil foi acionada e esteve no local. Um boletim de ocorrência foi registrado pela proprietária do veículo danificado. De acordo com o professor, os policiais orientaram que o caso fosse formalizado para que a vítima possa buscar o ressarcimento dos prejuízos. Informações preliminares indicam que o homem envolvido mora nas proximidades e seria conhecido na região, mas sua identidade não foi oficialmente confirmada. Academia nega agressão Após a repercussão nas redes sociais, a academia se pronunciou para esclarecer que não houve agressão por parte do professor. Em nota, o estabelecimento afirmou que a intervenção teve como objetivo conter a situação e evitar algo mais grave. “Não compactuamos com violência. A técnica e o autocontrole foram fundamentais para evitar um desfecho pior”, informou a academia. A Polícia Militar foi acionada pela reportagem de A Tribuna, mas até a publicação dessa matéria não se pronunciou.