[[legacy_image_292662]] Condenado pela morte de um policial civil em 2018, Flávio José Ramos Júnior, conhecido como NK, de 30 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira (28), no Jardim São Manoel, em Santos. Ele é apontado como um dos líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no litoral de São Paulo e estava foragido. Durante coletiva de imprensa, realizada no Palácio da Polícia Civil nesta segunda, os delegados Fabiano Fonseca Barbeiro e Lígia Christina Vilella explicaram que a prisão de NK faz parte da Operação Escudo, que completou um mês. [[legacy_image_292663]] Com mandados de prisão e de busca e apreensão, equipes da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) e da Delegacia Seccional de Santos montaram um cerco no endereço do suspeito, um local de mangue e de difícil acesso. Ao chegarem ao local, o homem tentou fugir e houve troca de tiros. Ele foi atingido na perna, detido e levado para a Santa Casa de Santos, onde passou por cirurgia e está em recuperação. “Desde 2018 estávamos na busca dele. Em 2021 tivemos uma tentativa frustrada de prendê-lo, mas hoje tivemos êxito no cumprimento de mandado de busca e apreensão. Era um local de difícil acesso, mas conseguidos deter ele e fizemos justiça ao policial João Ferreira de Moura Júnior”, disse a delegada da seccional de Santos, Lígia Christina. [[legacy_image_292667]] CrimesAlém do homicídio, agora ele também será indiciado por associação criminosa (por ser membro do PCC), tráfico de drogas e tentativa de homicídio contra os policiais civis que o prenderam. “Ele tem dentro da organização criminosa a função de disciplina, que é o indivíduo que faz a segurança da facção, além de ter o controle das atividades dos demais integrantes e gerir o tráfico de drogas na região”, explica o delegado da Deic Fabiano Barbeiro. O homicídioO papiloscopista do 7º Distrito Policial (DP) de Santos, João Ferreira de Moura Júnior, de 48 anos, foi atingido com um tiro na testa e outro que se alojou entre o ombro direito e o peito, na Rua Professor Celso da Cunha Alves, no Jabaquara, na madrugada de 28 de fevereiro de 2018. Momentos antes, Júnior havia saído da casa da namorada, no Morro São Bento. Achado baleado dentro de sua Blazer, o papiloscopista foi socorrido e morreu dois dias depois na Santa Casa de Santos. Além de Flávio, outros dois comparsas também foram condenados pelo assassinato do policial em 2021. Eles permanecem presos.