O casal foi preso em flagrante no concurso público da GCM de Itanhaém, mas solto em seguida após o pagamento de fiança (Polícia Militar/ Reprodução) Um homem, de 33 anos, e uma mulher, de 40, foram presos em flagrante na tarde de domingo (18), acusados de fraudar a prova de um concurso público para cargos na Guarda Civil Municipal (GCM) de Itanhaém, no litoral de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, o homem utilizava um ponto eletrônico no ouvido e recebia respostas da companheira, que consultava uma ferramenta de inteligência artificial (IA). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A tentativa de fraude ocorreu na Escola Municipal Bernardino de Souza, no bairro Corumbá, onde o homem fazia a prova. Fiscais suspeitaram do candidato após ouvirem uma voz feminina na direção dele e perceberem que levava frequentemente a mão ao ouvido. Os fiscais conduziram o candidato a um local reservado e passaram um detector de metais pelo corpo dele, mas nenhum equipamento foi identificado. Apesar do resultado negativo, continuaram ouvindo a voz e perceberam que ele apresentava sangramento no ouvido esquerdo, o que levantou a suspeita de que havia um ponto eletrônico no local. Após ser informado sobre as possíveis consequências administrativas da irregularidade e os prejuízos que ela poderia causar aos demais candidatos, o homem admitiu que utilizava o dispositivo. A Polícia Militar (PM) foi acionada e levou o candidato a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde o ponto eletrônico foi retirado. Aos policiais, ele informou que a companheira o aguardava em um carro estacionado nas proximidades da escola. Durante a busca no veículo, foram encontrados dois celulares, dois pontos eletrônicos, chips de telefonia móvel e dois dispositivos eletrônicos do tamanho de cartões de crédito. Segundo o boletim de ocorrência, os equipamentos recebiam ligações telefônicas e transmitiam o áudio aos pontos eletrônicos, permitindo que as respostas fossem repassadas ao candidato durante a prova. Mulher tinha caderno de questões Na delegacia, a mulher declarou que, após concluir a própria prova e cumprir o tempo mínimo de permanência previsto no edital, deixou a escola levando o caderno de questões. Segundo o depoimento, ela consultou as respostas por meio de uma ferramenta de inteligência artificial e passou a transmiti-las ao companheiro por telefone, para que ele as recebesse pelo dispositivo escondido no ouvido. A autoridade policial determinou a prisão em flagrante dos dois por suspeita de fraude em concurso público. A fiança foi fixada em R\$ 5 mil para cada um e paga pelo advogado do casal. Com isso, foram expedidos os alvarás de soltura. Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, os dois foram indiciados por fraude em certame de interesse público. O caso foi registrado na Delegacia Seccional de Itanhaém. A Tribuna procurou a defesa dos acusados e aguarda resposta para atualizar esta reportagem.