[[legacy_image_214337]] O assassinato de dois homens, de 25 e 67 anos, dentro de um restaurante no Canto do Forte, em Praia Grande, na noite desta quarta-feira (12), chamou a atenção de comerciantes que trabalham próximo ao local do crime, onde A Tribuna esteve nesta quinta-feira (13). O atirador foi preso em flagrante. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O crime ocorreu no restaurante Katsuya, localizado na Avenida Marechal Mallet, uma das mais movimentadas da cidade. O restaurante Resenha Lounge é vizinho do estabelecimento onde aconteceu o crime. Para o gerente do comércio, Igor Cardoso de Campos, de 41 anos, o fato foi um susto não apenas para os funcionários, como também para os clientes. Por isso, houve certa correria no local, principalmente porque o primeiro disparo foi na calçada. “A casa estava bem cheia e na hora do primeiro disparo tinha um cliente na porta fumando. Ele entrou gritando ‘tiro, tiro, tiro’. Mas foi tudo muito rápido”, descreve. No local, estava tendo música ao vivo, mas o som foi encerrado logo que aconteceu o crime, bem como as atividades daquele dia. “Ninguém quis ficar, a galera pagou a conta e foi embora”. Segundo o comerciante, o bar fica a cerca de 20 metros do restaurante Katsuya. “Um pouco menos talvez”. Apesar disso, Igor garantiu que não foi lá que o atirador teria discutido com um segurança antes do crime e, possivelmente, confundido com o Katsuya. Ele ainda diz que considera a avenida muito tranquila e com bom policiamento, com rondas da Polícia Militar (PM) e Guarda Civil Municipal (GCM). “Acredito que tenha sido um caso isolado, mas o atleta que foi atingido podia ter sido qualquer um: eu, algum colaborador, cliente, amigo. É triste”, finaliza. Outro comerciante, de 41 anos, não estava no local de trabalho no momento do crime e soube do ocorrido em casa. "Eu estava em casa, fiquei sabendo pelas redes sociais. Você fica abismado por acontecer tão perto de onde você está direto. A gente fica preocupado", declarou o homem, não identificado. O atirador ainda tentou se esconder em uma pizzaria há poucas quadras do restaurante. No local, ele fez três pessoas reféns. "Eu estava em casa. Cheguei 6h para abrir a padaria e os funcionários estavam comentando. Foi uma fatalidade, não é algo comum", disse um operador de caixa de 22 anos, que afirma nunca ter visto algo parecido. O gerente de um outro restaurante próximo do local do crime conta que estava trabalhando na hora e ouviu barulhos. "Não tem o que dizer. Não tinha visto algo parecido. Escutei barulhos. Foi um episódio bem louco. Poderia acontecer em qualquer lugar", ressalta o homem, de 43 anos. [[legacy_image_214338]] Restaurante fechado O estabelecimento onde ocorreu o crime amanheceu fechado nesta quinta-feira (13). Um comunicado foi deixado na porta. Nele, o restaurante Katsuya diz que se solidariza com as vítimas e familiares e que repudia qualquer tipo de violência, clamando por segurança e paz. A empresa cita que aguarda as investigações da polícia para maiores esclarecimentos. O caso é investigado pelo 2º Distrito Policial (DP) de Praia Grande. Leia também:Conheça as vítimas do atirador que invadiu restaurante no Canto do Forte em Praia GrandePai de lutador morto em Praia Grande conversou com o filho horas antes do crime [[legacy_image_214342]]