[[legacy_image_253292]] Um comerciante agrediu um cão da raça Pitbull com sete golpes de faca na manhã de domingo (12) na Rua Equador, no bairro São Fernando, em Itanhaém, litoral de São Paulo. O tutor do animal e o suspeito contaram à polícia versões diferente sobre a motivação da agressão. O cachorro está internado e pode ter sequelas nos movimentos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O caso aconteceu às 10h30, quando o cão chamado ‘Max’ escapou da casa do tutor, um idoso com problemas de mobilidade. Um vizinho, que ajudou a socorrer o animal, conta que neste momento o Pitbull correu para o outro lado da rua, onde existe um bar. “O cachorro acabou escapando quando o tutor abriu o portão e foi até o bar da esquina. Ele atacou a cachorra do dono do bar. Foi quando esse homem pegou um facão e desferiu sete golpes no animal, inclusive um bem profundo no pescoço”, conta. Max, de três anos, teve ferimentos com grande profundidade espalhados pelo corpo. “O tutor e a filha estavam desesperados, gritando por socorro. O cachorro não mordeu a cadela, ele foi cheirar a fêmea. O cara (comerciante) se sentiu ameaçado e atacou”. Neste momento, o vizinho explica que estava dentro de casa e apenas ouviu um barulho na rua. Essa versão foi repassada pelo idoso, tutor do animal. O denunciante apenas descobriu o que aconteceu quando saiu e se deparou com o cachorro ensanguentado com os cortes pelo corpo. Apavorado com o estado do cão, o vizinho disse que sua reação foi tentar salvar a vida dele, então pediu para a esposa pegar o carro, onde colocaram o animal e foram até a clínica veterinária mais próxima. “Na mesa da clínica, o pessoal (equipe veterinária) ficou horrorizado com o tamanho do estrago que foi feito com o cachorro e fez os primeiros socorros. Fiz questão de arcar com os gastos, pois o tutor é uma pessoa humilde, não tem condições”, diz. Enquanto isso, o comerciante e o tutor foram para o plantão da Delegacia Seccional de Itanhaém. “Ele foi registrado como vítima e não agressor. Fiz questão de fazer um vídeo para mostrar a crueldade que ele fez com o animal. Queremos que ele, ao menos, pague pelos remédios e a cirurgia do cachorro. O valor não interessa, mas sim o sentimento”. De acordo com o boletim de ocorrência, o dono do comércio disse que sua cadela foi atacada pelo Pitbull e, antes de desferir os golpes de faca, tentou por diversas vezes fazer com que o animal a soltasse. “O tutor cuida do cachorro, tem carinho e cuida com amor do animal. Inclusive, quando ele chegou no bar, pegou pela guia do cachorro e o ‘camarada’ ainda desferiu outras duas facadas no cachorro, já no domínio do tutor. Isso é um absurdo”, afirma. Ninguém acreditava que o animal sairia com vida, é assim que o vizinho narra a situação dentro do hospital. “Quando vi ele naquela situação, meu coração quase saiu pela boca. Abracei ele, peguei do chão e coloquei no carro. Fiquei todo ensanguentado, mas conseguimos salvar. O pessoal atendeu prontamente e o foram muito competentes. Acho que isso foi o que salvou ele, senão teria morrido”. O homem mostra revolta com o comerciante e afirma que a população que vive no entorno demonstra o mesmo sentimento. “Você ver aquele corte, mostrando a carne, as vísceras do animal e saber que foi causado por um ser humano. Uma pessoa racional e que vive em sociedade. Se fez com um animal, pode fazer com uma pessoa”. “O que me cortou o coração, é que quando estava levando ele dentro do carro, o sangue escorria no meu braço. Ele olhava para mim e lambia. Como se tivesse pedindo desculpa por estar me sujando. Senti uma mistura de revolta e frustração”, conclui. A Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) informou, em nota, que o caso foi registrado como contravenções penais, sendo elas omissão de cautela na guarda e a condução de animais.