A denúncia feita por munícipe foi fundamental para que os órgãos de Mongaguá realizassem a fiscalização na clínica veterinária (Visa Mongaguá/ Wagner Fidelis Filho) Uma clínica veterinária foi interditada pela Prefeitura de Mongaguá, no litoral de São Paulo, após fiscalização identificar um alvará de funcionamento falsificado e diversas irregularidades sanitárias no estabelecimento, localizado no bairro Jardim Praia Grande. A ação ocorreu nesta segunda-feira (13) e contou com equipes da Vigilância Sanitária, do setor de Fiscalização do Comércio e da Guarda Civil Municipal (GCM). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a Prefeitura, a clínica foi totalmente lacrada e os responsáveis foram conduzidos à delegacia de polícia, para prestar esclarecimentos sobre as irregularidades constatadas. A operação foi desencadeada após uma denúncia encaminhada à Ouvidoria Municipal. Conforme o relato da moradora, quatro animais apresentaram graves complicações após procedimentos realizados na clínica. Segundo ela, um dos pets morreu em decorrência dos atendimentos. Durante a vistoria, as equipes encontraram uma série de problemas sanitários. Entre as irregularidades estavam banheiros em condições higiênicas inadequadas, ausência de pias fixas com água corrente no consultório e descarte irregular de materiais perfurocortantes. Os fiscais também localizaram um freezer oxidado utilizado para armazenamento de cadáveres em um corredor de circulação, além da ausência de planilhas de esterilização, falta de insumos básicos, como fios de sutura, e inexistência de documentos obrigatórios, entre eles o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e o certificado de desinsetização e desratização. Situação grave O fiscal Wagner Fidelis Filho, que participou da operação, destacou a gravidade da situação. “O cenário era de total desrespeito às normas de biossegurança. Encontramos um ambiente improvisado que colocava em risco não apenas a vida dos animais atendidos, mas também a integridade dos funcionários e dos próprios tutores que frequentavam o espaço. A falsificação do alvará buscava conferir aparência de regularidade a uma estrutura que não atendia às exigências legais para funcionar”, afirmou. Segundo a Prefeitura de Mongaguá, a denúncia feita pela moradora foi fundamental para que os órgãos municipais realizassem a fiscalização, identificassem as irregularidades e interrompessem a atividade da clínica, que, conforme a Administração Municipal, representava risco ao bem-estar animal e à saúde pública. A Prefeitura orientou que moradores que suspeitem de irregularidades em estabelecimentos ou de casos de maus-tratos a animais registrem denúncias pelos canais oficiais da Ouvidoria, para que as ocorrências sejam analisadas pelos setores competentes e, quando confirmadas, resultem nas medidas previstas em lei.