Mais cinco pessoas foram presas por fazer parte de organização criminosa responsável por estelionato digital em, pelo menos, seis estados do Brasil (Reprodução/ Polícia Civil) Mais cinco pessoas foram presas na operação conjunta da Polícia Civil do Pará com as polícias civis da Baixada Santista, em Praia Grande e São Vicente, durante a manhã desta quarta-feira (3). Denominada Guardião Digital, a operação tem o objetivo de desmantelar uma organização criminosa - os detidos são acusados de fazer parte de um grupo especialista em cometer crimes de estelionato virtual em, pelo menos, seis Estados do Brasil, gerando um prejuízo de R\$ 10 milhões. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Dos cinco presos nesta quarta (3), dois participavam diretamente do esquema e três cediam suas contas bancárias para os golpes. Segundo as investigações (que começaram em 2022), várias fraudes digitais faziam parte do esquema, entre elas: plataformas digitais falsas, leilões de carros que nunca existiram e até golpe do falso intermediário. Esse último caso é quando o criminoso pega todos os dados de um site de vendas verdadeiro e faz um igual, se passando pelo vendedor. Os policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) prenderam cinco pessoas nos bairros Quietude e Vila Sônia, em Praia Grande, e no Catiapoã, Vila Margarida e Humaitá, em São Vicente. As equipes, em ação conjunta com agentes da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos do Pará, deram cumprimento aos mandados de prisões preventivas na Capital e nas duas cidades da Baixada Santista, os quais foram expedidos pelo Poder Judiciário do Estado. Quatro homens (30, 37, 38 e 52 anos) e uma mulher de 76 anos foram presos e serão apresentados em audiência de custódia. A operação, que se iniciou nesta terça (2) e continuou nesta quarta (3), já teve 14 presos na Baixada Santista. Das prisões, sete foram em Guarujá, uma em Santos, uma em Bertioga, duas em São Vicente e três na Praia Grande. A polícia descobriu que houve vítimas em, ao menos, seis estados, e uma delas perdeu cerca de R\$ 315 mil. Até o momento, o prejuízo provocado pela organização criminosa já passa dos R\$ 10 milhões. Agora, o avanço das investigações depende da quebra do sigilo telefônico e bancário dos suspeitos.