Mandrake era apontado como responsável por um ponto de venda de drogas ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e foi capturado na festa da filha em Itanhaém (Reprodução) Um vídeo mostra o momento em que um homem apontado pela Polícia Civil como liderança do tráfico de drogas em Itanhaém, no litoral de São Paulo, é preso durante a festa de 15 anos da filha. A abordagem aconteceu em um salão no bairro Belas Artes, após a chegada de agentes, na cidade da Baixada Santista. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Nas imagens, o investigado, identificado como Airton da Silva Rocha, conhecido como “Mandrake”, aparece do lado de fora do local. Ao notar a aproximação dos policiais, ele corre para o interior do salão, onde estavam convidados da comemoração, mas acaba sendo alcançado e detido. A movimentação surpreende pessoas que participavam da festa. De acordo com a Polícia Civil, Mandrake era apontado como responsável por um ponto de venda de drogas ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) na região. -chefe pcc preso (1.510211) Prisão mudou dinâmica do tráfico A captura de Mandrake, segundo a investigação, provocou mudanças imediatas na estrutura do tráfico no bairro Oásis. Conforme representação policial, a prisão levou a uma reorganização interna do grupo, que buscou manter as atividades ilícitas mesmo após a queda da liderança. Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, o ponto de venda funcionava com divisão de funções bem definida, incluindo gerentes, responsáveis pelo abastecimento, “campanas” que monitoram a presença policial e pessoas encarregadas pela movimentação financeira. Operação Elos A partir das informações obtidas após a prisão de Mandrake, a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém deflagrou, em 30 de março de 2026, a Operação Elos, com o objetivo de combater o tráfico de drogas no bairro Oásis e enfraquecer a atuação do PCC na cidade da Baixada Santista. Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e seis prisões temporárias, com apoio de outras unidades policiais. Segundo a corporação, os alvos tinham vínculos entre si, funcionando como “elos” de uma cadeia que sustenta o comércio de entorpecentes na região. Estrutura e funções As investigações apontaram que o grupo atuava de forma organizada. Havia integrantes responsáveis pela gerência dos pontos de venda, outros que faziam a vigilância para avisar sobre a aproximação de viaturas e pessoas encarregadas do transporte e armazenamento das drogas. Também foi identificado o uso de contas bancárias e transferências via Pix para movimentação de valores, estratégia que, segundo a polícia, dificulta o rastreamento do dinheiro. Drogas escondidas em área de mata Durante as apurações, os policiais acharam locais utilizados para esconder entorpecentes em meio à vegetação próxima ao Rio Itanhaém. As drogas eram armazenadas dentro de tambores e já estavam embaladas para a venda. No total, foram apreendidas milhares de porções de diferentes substâncias, incluindo cocaína, crack, maconha, K2 e ice, segundo a Polícia Civil. As investigações também indicaram que o grupo atuava não apenas no bairro Oásis, mas expandia suas atividades para o bairro Tropical, utilizando a mesma logística e padrão de distribuição.