[[legacy_image_327231]] Em menos de uma semana, um centro espírita foi furtado três vezes em Santos. O local, que fica na Avenida Conselheiro Nébias, teve três dos cinco aparelhos de ar-condicionado levados nos dias 9, 13 e 14 de janeiro. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A Sociedade Espírita Anjo da Guarda existe há 140 anos, sendo uma das comunidades espíritas mais antigas da Cidade. Há 7, ela funciona no local e frequentadores relatam que esses foram os primeiros episódios de furto no centro espírita. O comerciante Claudio dos Santos Pereira do Nascimento, de 43 anos, frequenta o centro e conta que somente quando chegaram para realizar os passes nos fiéis, verificaram que o local havia sido furtado. Os criminosos teriam entrado pelo teto, quebrado o telhado e o forro do salão principal e levado um dos aparelhos de ar-condicionado. No entanto, quando voltaram ao centro novamente nos outros dias, deram conta que outros dois aparelhos também haviam sido levados da sala de passe e do salão principal durante a madrugada. “Conseguimos tudo com muito sacrifício. Com esse calor que está fazendo é muito difícil ficar sem. Foi um prejuízo enorme”, comenta. De acordo com Claudio, a Polícia Militar (PM) foi acionada, orientou os frequentadores e elaborou o boletim de ocorrência. Claudio acredita que os criminosos tenham vindo de uma casa abandonada que fica ao lado do centro espírita. “Lá ficam vários usuários de droga todos os dias, e nossos ares-condicionados ficaram no telhado, acredito que tenha sido isso”, declara. Maurício Guedes, de 53 anos, é presidente do centro espírita e fala que o sentimento é de profunda tristeza, mas perdoa os criminosos. “É uma luta para uma instituição filantrópica conseguir esse tipo de patrimônio, que são de valores elevados. Mas como abraçamos a doutrina espírita cristã, buscamos relembrar os ensinos de Jesus em perdoar não sete vezes, mas setenta vezes sete”, afirma. Além do trabalho religioso, o local também realiza doações e ajuda pessoas em situação de vulnerabilidade. Por depender de doações, o representante comenta que não possuem dinheiro necessário para repor os aparelhos. “Agora ficou complicado, não temos como comprar os ares. O jeito é esperar”, comenta Maurício. Para tentar arcar com o prejuízo, o local está aceitando qualquer tipo de doação. Quem quiser ajudar, basta entrar em contato pelo telefone (13) 99777-5152.