Notebooks e outros aparelhos eletrônicos foram encontrados no imóvel usado como central de golpes em Mongaguá (CPI-6/ Divulgação) Oito homens vindos de Suzano foram presos em Mongaguá, no litoral de São Paulo, acusados de integrar uma central de estelionato. Conforme apurado por A Tribuna, o grupo aplicava golpes com o auxílio de inteligência artificial, simulando a identidade de um apresentador de TV para anunciar supostos ganhadores de um sorteio vinculado ao Cartão de Todos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Polícia Militar (PM), as prisões ocorreram por volta das 11h20 desta sexta-feira (16), após pessoa informar pelo Disque Denúncia que uma residência na Rua Eunice de Oliveira Bessa, no bairro Jardim Praia Grande, era utilizada como central para a prática de estelionatos. A denúncia também apontava a possível presença de dois homens procurados pela Justiça e de armas de fogo. Após consultas aos sistemas policiais, a equipe confirmou a existência de mandados de prisão em aberto contra os dois suspeitos e foi até o endereço para averiguação. Durante a abordagem, alguns indivíduos tentaram fugir. Dois pularam o muro e acessaram o telhado de uma residência vizinha, enquanto outros se renderam. Após buscas, os fugitivos foram localizados e detidos. Ao todo, oito homens foram presos. No imóvel, os policiais encontraram notebooks ligados, com telas abertas em plataformas aparentemente relacionadas à prática de estelionato, além de celulares e chips de telefonia móvel, materiais que podem estar ligados aos crimes investigados. Questionados, os detidos relataram que vieram de Suzano com a intenção de praticar estelionatos em Mongaguá. A perícia técnica foi acionada, e a ocorrência apresentada no Distrito Policial Sede de Mongaguá para as providências de polícia judiciária. Apesar da confirmação dos mandados de prisão, os dois homens procurados não foram encontrados no local. Nenhuma arma de fogo foi apreendida. Como funcionava o golpe De acordo com a Polícia Militar, o esquema utilizava inteligência artificial para simular a identidade de um apresentador de televisão em um suposto sorteio vinculado ao Cartão de Todos. Por telefone, os criminosos entravam em contato com as vítimas, informavam que elas haviam sido contempladas e solicitavam o compartilhamento da tela do celular. Em seguida, induziam os supostos ganhadores a interagirem com uma interface que simulava o apresentador, com o objetivo de obter dados sensíveis ou facilitar a aplicação de fraudes.