[[legacy_image_29022]] Um velho ditado dos pessimistas afirma que nada é tão ruim que não possa ficar pior. Para os defensores desta máxima, ela ganha ainda mais força com a história de João Roberto Ferreira dos Santos, de 47 anos. Morador de rua, o homem teve roubada a sua carroça carregada com papelão. Coletado em ruas de Santos, o material seria revendido em um depósito de reciclagem e o produto da venda se destinaria ao sustento da vítima. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Sem referência proposital à cor que marca outubro, o mês de combate ao câncer de mama, a carroça de João Roberto é rosa. Ela chama a atenção da maioria, pintada de amarelo. Além da carga de papelão, no veículo de madeira havia duas mochilas e uma cesta branca com algumas peças de roupa do morador de rua. Quando movimentada com a tração humana, mal comparando, a carroça rosa de João Roberto é como se fosse um caminhão a transportar a carga que lhe rende o pão de cada dia. Estacionado, após uma exaustiva jornada de trabalho, o veículo ganha outra utilidade: serve de teto a quem se abriga debaixo dele por não ter moradia. Obviamente, a humilde carroça não está no seguro, apesar de valer muito para João. Na esperança de recuperá-la, o catador de papelão compareceu à Central de Polícia Judiciária (CPJ) para comunicar o roubo do qual foi vítima por volta das 21h de sábado (3). Ele contou à equipe da delegada Daniela Perez Lázaro que foi assaltado por três homens no entorno do Mercado Municipal, onde costuma pernoitar. Os autores do roubo levaram o veículo mediante a ameaça de que agrediriam a vítima, conforme ela informou. O catador de papelão descreveu um ladrão como pardo, magro e de estatura média. O segundo é moreno, alto e possui tatuagem no lado direito das costas. As características do terceiro não foram percebidas por João.