Marcelly Peretto foi presa pela morte do irmão, Igor; ela esteve no apartamento no dia do crime em Praia Grande (Reprodução) A Justiça definiu a data do julgamento de Marcelly Marlene Delfino Peretto, acusada de participação na morte do irmão, o comerciante Igor Peretto, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Conforme apurado por A Tribuna, o júri popular está marcado para o dia 20 de agosto. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O ex-marido de Marcelly, apontado como autor das facadas que mataram Igor, Mário Vitorino Neto, ainda não tem data definida para ser levado a júri. Igor Peretto foi morto no apartamento da irmã, localizado na Avenida Paris, no bairro Canto do Forte, no dia 31 de agosto de 2024. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou Rafaela da Silva (viúva), Marcelly Peretto (irmã por parte de pai) e Mário Vitorino (cunhado) por premeditarem o crime, alegando que a vítima era vista como um “empecilho no triângulo amoroso”. Os três chegaram a ser presos pelo crime. No entanto, Rafaela deixou a prisão em outubro do ano passado, após o juiz Felipe Esmanhoto Mateo desclassificá-la da denúncia. Na decisão, o magistrado afirmou que a viúva não estava no apartamento no momento do crime e que as provas colhidas não foram suficientes para comprovar sua participação. O juiz determinou ainda a pronúncia de Mário e Marcelly — ou seja, que ambos sejam submetidos a júri popular — pelo crime de homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe (o relacionamento entre os acusados), meio cruel (devido aos diversos golpes de faca) e recurso que dificultou a defesa da vítima (que estava desarmada e foi atacada por alguém de seu convívio próximo). Processo desmembrado Antes da decisão de pronúncia, Mário e Marcelly seriam julgados juntos. No entanto, o processo foi desmembrado após a acusada contratar uma nova equipe de defesa. O antigo advogado de Marcelly havia entrado com recurso contra a decisão de pronúncia do juiz, assim como a defesa de Mário. Com isso, ambos aguardavam o julgamento em segunda instância sobre a decisão. Porém, o novo advogado de Marcelly, Alex Ochsendorf, desistiu do recurso. Ele explicou que tomou a decisão para evitar que a cliente permaneça presa por mais tempo, já que ela teria de aguardar em cárcere até o julgamento dos recursos e, mesmo assim, ainda poderia ser levada a júri popular. “Como ela está presa, não tem que aguardar o julgamento do Mário. Então, ela vai a julgamento (no Tribunal do Júri), enquanto o Mário será julgado pelo recurso dele”, explicou Ochsendorf ao g1 Santos e Região.