Viúva presa por morte de Igor Peretto (Reprodução Instagram e Reprodução) A Justiça negou, mais uma vez, uma liminar que pedia a liberdade à Rafaela Costa, viúva de Igor Peretto, morto a facadas no apartamento da irmã em Praia Grande no fim do agosto. No entanto, conforme apurado por A Tribuna junto à defesa da acusada, o processo de habeas corpus segue em andamento no Tribunal de Justiça e ainda há possibilidade de decisão favorável à viúva, que segue presa desde 6 de setembro. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Isso porque, seguindo os trâmites legais, o habeas corpus só será considerado negado quando foi analisado por três desembargadores da Procuradoria da Justiça. O advogado Marcelo Cruz, responsável pela defesa de Rafaela, explicou brevemente como funciona o pedido de habeas corpus para a Reportagem, que resumiu o processo em cinco passos: Pedido: A pessoa interessada (ou seu representante) apresenta o pedido de habeas corpus ao judiciário. A autoridade que supostamente está cometendo o ato ilegal ou abusivo deve ser identificada. Análise Preliminar: Um juiz ou desembargador analisa inicialmente o pedido para verificar se há necessidade de concessão de liminar, que pode suspender imediatamente a restrição à liberdade. Informações: A autoridade coatora (neste caso, o juíz de Praia Grande) é solicitada a fornecer informações sobre o caso. Parecer: O Ministério Público (Procuradoria de Justiça) pode ser chamado a dar um parecer sobre a questão. Após esta etapa, o julgamento do habeas corpus é marcado. Julgamento: O pedido de habeas corpus é julgado por um colegiado de juízes ou por três desembargadores, que decidirão se a liberdade será concedida ou mantida a restrição. A decisão pode ser por unanimidade (3 a 0) ou maioria (2 a 1). Dentro do Direito Constitucional, o habeas corpus é um instrumento que visa proteger cidadãos brasileiros contra prisões ilegais e assegurar os princípios do devido processo legal e do estado de direito. Por isso, segundo o advogado que representa a viúva, ainda há esperanças. “Confesso que em São Paulo não vai ser muito fácil concederam a ordem pela situação de clamor público, mas em Brasília vou mais otimista”, afirmou. “Vou fazer a sustentação oral, vou trabalhar. Como sempre, não desisto. Só desisto quando eu resolvo”. Marcelly Pereto (à esquerda) chegou a se envolver romanticamente com a cunhada, Rafaela Costa Silva (à direita) horas antes da morte de seu irmão, Igor Peretto (Carlos Abelha/TV Tribuna e Reprodução/Redes Sociais) Transferência para Franco da Rocha Rafaela e Marcelly Peretto, irmã de Igor e dona do apartamento onde o comerciante foi morto, estão presas desde 6 de setembro, quando se entregaram para a Polícia Civil. A Tribuna apurou que ambas já foram transferidas para o presídio em Franco da Rocha, na Região Metropolitana de São Paulo, onde cumprem prisão preventiva. Nos últimos dias, áudios de Marcelly relatando o que teria ocorrido após o crime circularam nas redes sociais. Ela alega ter sido obrigada pelo ex-companheiro Mário Vitorino, amigo e sócio de Igor — ele mantinha uma relação extraconjugal com Rafaela e é o principal suspeito de ter esfaqueado o comerciante — a deixar o local do crime após a morte do irmão. Tiago Peretto, irmão de Igor e Marcelly e vereador de São Vicente pelo União, disse não acreditar na versão da irmã e comemorou a liberdade negada à ex-cunhada e a transferência de presídio das duas mulheres em seu perfil nas redes sociais. Um dos argumentos da defesa ao pedir a liberdade de Rafaela é que ela não estava presente no apartamento no momento em que Igor foi morto e que não há elementos para comprovar que ela participou do crime de alguma forma. No entanto, a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) considerou que a viúva teria atraído o comerciante para o apartamento onde seria assassinado e que o trio vivia um triângulo amoroso e premeditou o crime. Em 29 de outubro, o MP-SP denunciou o trio investigado pelo assassinato de Igor e pede que os três sejam submetidos a júri popular. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) acolheu o pedido do MP e decretou a prisão preventiva de Mario, Marcelly e Rafaela e retirou o sigilo de justiça, mas manteve os documentos sigilosos por conta da natureza das informações contidas. Leia mais sobre este caso: Caso Igor Peretto: Em nova revelação, testemunha diz que ouviu últimas palavras de comerciante morto em Praia Grande Caso Igor Peretto: comerciante morto em Praia Grande teria ficado tetraplégico se sobrevivesse ao crime Caso Igor Peretto: muda tipo de prisão do trio envolvido no assassinato e família do comerciante encontra conforto Caso Igor Peretto: MP aponta que trio suspeito de matar comerciante vivia triângulo amoroso e agiu de forma premeditada Caso Igor Peretto: Laudo aponta que comerciante morto sofreu 40 ferimentos no quarto do apartamento em Praia Grande Caso Igor Peretto: Suspeito de matar comerciante teria enviado carta à viúva da vítima após o crime em Praia Grande Justiça nega liberdade à viúva envolvida no caso de comerciante morto a facadas em Praia Grande Entenda o que se sabe até agora sobre o caso do comerciante morto em apartamento de Praia Grande Irmão de vereador é esfaqueado e morto em apartamento de Praia Grande Cunhado preso por morte de comerciante se apresenta em Praia Grande; fuga teria sido por medo de ameaças Irmã e esposa de comerciante assassinado em Praia Grande são presas Agiu em legítima defesa, diz advogado do cunhado preso por morte de comerciante em Praia Grande Advogado de acusado de matar comerciante a facadas em Praia Grande sofre ameaças Cunhado de comerciante morto em apartamento de Praia Grande é preso no interior de SP Cunhado de comerciante morto em Praia Grande se escondeu em casa de parente da amante Irmã de comerciante morto em Praia Grande teve 'caso' com cunhada horas antes do crime, diz defesa Irmã de comerciante morto em Praia Grande estava bêbada e sob efeito de droga durante assassinato, diz advogado