O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) recorreu da sentença que condenou Liziel da Rocha Rosa a 24 anos e seis meses de prisão em regime fechado por estuprar e matar a estudante Ianca Victoria de Oliveira Silva, de 19 anos. O promotor Rodrigo Lucio dos Santos Borges pede que a pena seja aumentada para 38 anos de reclusão. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na apelação apresentada ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o promotor questiona a forma como a pena foi calculada. Segundo o MP-SP, as três circunstâncias que agravaram o assassinato foram consideradas apenas na primeira etapa da definição da pena. Na etapa seguinte, a confissão do réu acabou sendo usada para compensar todas as circunstâncias que poderiam aumentar a condenação. Para o promotor, isso não deveria acontecer, já que a confissão deveria compensar apenas uma delas. O recurso ainda será analisado pelo Tribunal de Justiça. Até lá, permanece válida a condenação de 24 anos e 6 meses definida pelo Tribunal do Júri. Crime e julgamento O julgamento aconteceu nesta quinta-feira (13). Segundo o MP-SP, o réu foi condenado por feminicídio e estupro. Os jurados também entenderam que o assassinato foi cometido de forma planejada, com uso de asfixia e com o objetivo de esconder o estupro e evitar que o crime fosse descoberto. O crime foi cometido na noite de 11 de setembro de 2024, em Registro, no interior de São Paulo. Na ocasião, a jovem saía do Centro Universitário do Vale do Ribeira (Unisepe), onde cursava farmácia, quando foi atacada por Liziel, que a levou para uma área de vegetação, onde a estuprou. Ainda de acordo com o Ministério Público, a estudante chegou a telefonar para o namorado pedindo socorro, mas teve o celular destruído pelo agressor. Na sequência, o homem a asfixiou até a morte e fugiu. Exames periciais encontraram material genético do réu nas partes íntimas e nas roupas da estudante. O laudo necroscópico apontou asfixia mecânica como causa da morte.