[[legacy_image_293458]] O desaparecimento do carteiro Wilson Pereira dos Santos, de 45 anos, completa dois meses nesta sexta-feira (8) e segue sem respostas. O homem, que vivia com a esposa no bairro Samaritá, em São Vicente, deixou sua casa na tarde de 8 de julho sem avisar para onde ia. Uma hora após a saída, ele enviou mensagens se despedindo da esposa e dizendo que não voltaria. Desde então, policiais do 3º Distrito Policial de São Vicente investigam o caso, que pode ganhar novos contornos. Isso porque, no dia 26 de julho, oficiais encontraram um corpo em estado de decomposição na Estrada do Paraitinga, área de cachoeira em São Vicente. Ainda não há a confirmação de que o corpo é de Wilson, mas, de acordo com a Polícia Civil, o cadáver vestia roupas semelhantes às do carteiro no dia em que ele saiu de casa pela última vez: camiseta roxa e bermuda jeans. Além disso, foi identificado um cinto semelhante ao utilizado pelos funcionários dos Correios no corpo. A confirmação da identidade do homem encontrado, contudo, aguarda resultados do exame de DNA e um parecer do Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande, onde o corpo é mantido. Ainda segundo a polícia, esse parecer do IML vai fornecer mais informações aos investigadores, como a causa da morte e se houve violência ou não. A partir daí, serão determinados os rumos da investigação. Procurada para dar mais informações, a esposa de Wilson, que prefere não ser identificada, disse que não tem nada a declarar sobre o caso. MistérioWilson, que vivia com a esposa no bairro Samaritá, Área Continental de São Vicente, foi visto pela última vez no dia 8 de julho. No dia, o carteiro teria deixado sua residência com uma sacola de lixo em mãos. Entretanto, ao contrário do que costumava fazer, na ocasião ele saiu sem avisar. “Ele não pediu para eu fechar a porta. Ele pegou o lixo, saiu e deixou a porta encostada. Nesse dia ele não falou ‘daqui a pouco tô de volta’”, relata a mulher do carteiro. Uma hora após deixar sua residência, o carteiro enviou mensagens para a esposa. Nos textos, ele se desculpou, disse que a amava e avisou que não voltaria. Em mensagens enigmáticas, Wilson disse que, com a morte dele, ela ficaria com os bens do casal. Além disso, ele deixou documentos, cartões e senhas bancárias. No dia em que Wilson desapareceu, a esposa relatou à polícia que ele havia recebido uma ligação e, ao atender, trancou-se em seu quarto. Quando saiu, a mulher perguntou com quem ele falava, mas não teve nenhuma resposta do marido, que ficou em silêncio e foi tomar banho. Após o banho, o carteiro trocou de roupa e deixou o apartamento onde vivia pela última vez. Ele vestia camisa lilás, bermuda jeans azul e um par de chinelos pretos. Cerca de 15 dias antes do desaparecimento, a esposa afirma que, ao pegar o celular do marido, viu a seguinte mensagem, a qual teria sido enviada por uma mulher desconhecida. “Minha filha passou seu recado para mim. Seu prazo está acabando”, dizia o texto. De imediato, Wilson tomou o celular da mão dela e colocou uma senha, para que ela não visse mais mensagens. Questionada, ela alega não saber do que se trata tal prazo. Homem era "caseiro"Casada com Wilson há 20 anos, a esposa afirma que o marido era uma pessoa tranquila e caseira. Ainda segundo ela, o carteiro não tinha depressão, nem fazia uso de drogas, bebidas alcoólicas ou medicamentos controlados. “Ele é uma pessoa sensacional. Não tinha o que reclamar dele, era muito caseiro, muito amigo. Era uma pessoa muito linda”.