[[legacy_image_341065]] Um casal entrou em luta corporal com funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itanhaém, no Litoral de São Paulo, após ficar revoltado devido à demora para serem atendidos pelo médico. As cenas foram registradas na tarde deste sábado (9), por volta das 16h. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo uma testemunha da briga, que preferiu não se identificar, a confusão começou porque o homem teria começado a gravar imagens da UPA lotada como protesto. Ele, junto à companheira, teriam chegado ao local no período da manhã e, no momento da confusão, ainda aguardavam para serem atendidos. Enquanto o homem fazia as imagens, uma funcionária da UPA pegou o celular da mão dele. “Ela ficou brava, porque ele estava gravando e pediu para guardar o celular. Aí, ela pegou o aparelho da mão dele e correu”, conta a testemunha. Na sequência, a companheira do homem foi atrás da servidora para tirar satisfações e recuperar o telefone. O homem a seguiu, segundo a testemunha, para segurá-la, mas sem sucesso. Foi aí que as agressões mútuas começaram. “Médicos foram separar (a briga), depois um enfermeiro deu uma gravata no cara, e os pacientes revoltados gritavam ‘solta o cara!’”, conta a testemunha. “Um rapaz até pegou uma cadeira para bater no enfermeiro, mas outro homem segurou. Ficou muito feio o negócio, eles estavam em guerra”, completa. À reportagem de A Tribuna, a testemunha revelou que a indignação se deu por faltarem profissionais para atenderem à demanda de pacientes, o que provocou uma superlotação da unidade e demora nos atendimentos. Prefeitura respondeA Prefeitura de Itanhaém, em nota, confirmou as agressões “contra servidoras e servidores municipais da Unidade de Pronto Atendimento”. Conforme a Administração Municipal, a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Militar foram acionadas. A GCM encaminhou as vítimas e o agressor para a delegacia de polícia. No comunicado, a Prefeitura esclareceu que a UPA atende, em média, 600 pacientes por dia e que o quadro de médicos está completo. O município também repudiou “qualquer tipo de violência contra servidoras e servidores”, e informou que prestará todo apoio necessário às vítimas.