[[legacy_image_357228]] Uma clínica de recuperação para dependentes químicos que fica na Estrada do Guararu, no Costão, em Peruíbe, foi acusada de maus-tratos pelos internos e autuada pela Guarda Civil Municipal (GCM) e Vigilância Sanitária, durante o final da manhã desta quinta-feira (16). A Polícia Civil, ao chegar no local, constatou ainda que a clínica não possuía registro legal para funcionamento e recebimento dos pacientes. De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), a polícia foi comunicada pelo diretor de assistência social que a Clínica de Recuperação ‘Getsemani’ foi autuada pela Guarda Civil Municipal (GCM) após denúncia de alguns pacientes. O local também foi autuado pela Vigilância Sanitária por conta das más condições de higiene e alimentos. A polícia constatou ainda que a clínica não tinha estrutura necessária para o abrigo de idosos. [[legacy_image_357229]] Ao ouvir alguns internos, foram relatadas algumas queixas a respeito do modo que os funcionários da casa tratavam seus pacientes. Os funcionários que estavam trabalhando na clínica se comprometeram a enviar um relatório técnico. A advogada que defende a casa compareceu na delegacia e acompanhou os trabalhos. Os investigados foram ouvidos e negaram a prática de qualquer tipo de crime. [[legacy_image_357230]] O diretor da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social de Peruíbe, Vasni Anunciada, disse que a Prefeitura tomou conhecimento do caso através de uma denúncia de maus-tratos pelo disque 100 (canal de denúncias de direitos humanos). Para atendê-lo, a prefeitura comunicou a GCM, a Vigilância e a Polícia. Ao entrar no local, os agentes da prefeitura encontraram cerca de 10 pessoas, sendo que 1 era idoso. Já a vigilância encontrou comida mofada, geladeira sem comida e remédios de uso controlado sem receita. A Prefeitura ofereceu comida aos usuários e devolveu o idoso a um familiar que mora em São Paulo. Os responsáveis pela clínica foram levados à delegacia. Segundo o diretor da pasta, essa clínica já teria sido fechada em Itanhaém anteriormente, através do Ministério Público (MP). “O pessoal foi trazido de forma irregular. É costume no município montarem essas clínicas clandestinas, mas participamos ativamente, buscando, através de denúncias para a partir daí realizarmos as operações”, explica Anunciada. Por fim, ele disse que os casos estão sendo investigados.