A operação foi realizada por agentes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de Santos, na Rua Eduardo Risk, no bairro Cidade Atlântica, após investigação de uma movimentação suspeita no local (Divulgação/Polícia Civil) Um carregamento de 100 quilos (kg) de cocaína foi apreendido pela Polícia Civil em uma casa de veraneio em Guarujá, no litoral de São Paulo, na tarde de sábado (15). A operação foi realizada por agentes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos, na Rua Eduardo Risk, no bairro Cidade Atlântica, após investigação de uma movimentação suspeita no local. A carga pode valer aproximadamente R\$ 10 milhões após fracionamento e distribuição no mercado clandestino. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Polícia Civil, a apreensão é o resultado de uma rigorosa investigação que identificou o esquema logístico da organização criminosa para movimentar grandes volumes de entorpecentes sem chamar a atenção das autoridades. Os carregamentos de drogas eram transferidos para residências aparentemente comuns, que eram utilizadas como depósitos clandestinos. No meio criminoso, esses imóveis são conhecidos como "casas-bomba". De acordo com a corporação, os investigadores começaram a suspeitar de uma intensa movimentação noturna de veículos utilitários no imóvel da Rua Eduardo Risk, aparentemente sem moradores. Então, eles deram início às investigações que levaram à operação realizada no sábado. A carga pode valer aproximadamente R\$ 10 milhões após fracionamento e distribuição no mercado clandestino (Divulgação/Polícia Civil) Os policiais localizaram e apreenderam cinco fardos contendo 100 tijolos de substância com características de cocaína, totalizando aproximadamente 100 kg da droga. Segundo estimativas baseadas em estudos sobre o mercado ilícito de drogas no Brasil, uma carga como essa pode valer aproximadamente R\$ 10 milhões após seu fracionamento e distribuição no mercado clandestino. Durante a operação, os investigadores encontraram ainda três rastreadores eletrônicos ocultos no interior das próprias embalagens que acondicionavam a droga. Os dispositivos estavam escondidos junto à carga e foram apreendidos para análise. Ainda conforme a Polícia Civil, a localização dos equipamentos indica que os responsáveis monitoravam remotamente o carregamento em tempo real, recurso normalmente empregado para proteger remessas de elevado valor financeiro e grande importância para a estrutura criminosa. Para a Polícia, a descoberta evidencia “um grau incomum de sofisticação logística”, uma vez que a organização criminosa usa tecnologia para acompanhar e proteger a carga.