Adadilton foi preso na terça-feira (14) por participação na execução de Maria Eduarda Cordeiro da Silva em Guarujá (Reprodução) Adadilton Candido da Silva Barreto, conhecido como “DA7”, de 33 anos, apontado pela Polícia Civil como carrasco do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso na manhã de terça-feira (14), por ter participado da tortura e execução da jovem Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Outro suspeito também teve a prisão decretada e é considerado foragido. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A captura ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e prisão temporária no bairro Vila Edna. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), o homem foi localizado na Avenida Prefeito Raphael Vitiello. Durante a ação, policiais civis apreenderam quatro aparelhos celulares, que serão encaminhados para perícia e devem auxiliar no andamento das investigações. Foragido A Tribuna apurou que, além de Adadilton, a Justiça também decretou a prisão de Alexandre Barros Neves, de 50 anos, por envolvimento no caso. Ele é considerado foragido. Relembre o caso Maria Eduarda desapareceu na madrugada de 2 de janeiro deste ano, após ser levada de um churrasco em Guarujá. Segundo a Polícia Civil, a jovem foi sequestrada por integrantes de uma facção criminosa e levada para uma área dominada pelo grupo. As investigações apontam que ela foi submetida a um “tribunal do crime” – prática ilegal em que organizações criminosas julgam e executam pessoas consideradas inimigas. A suspeita é de que Maria Eduarda tenha sido morta por supostamente ter ligação com o Comando Vermelho (CV). Apesar da conclusão de que a jovem foi executada, o corpo dela ainda não foi localizado. Outras prisões e motivação No dia 19 de fevereiro, quatro pessoas foram presas por envolvimento no caso – três homens, de 19, 24 e 28 anos, e uma mulher, de 21. Entre eles, segundo a polícia, estão um integrante de facção apontado como participante direto do crime, um motorista de aplicativo que teria auxiliado no transporte dos suspeitos e um casal que teria ajudado a ocultar pertences da vítima. A investigação indica que a motivação do crime estaria relacionada a publicações feitas por Maria Eduarda nas redes sociais, nas quais ela aparecia com símbolos, menções e imagens associadas ao CV. Natural de Curitiba (PR), a jovem havia se mudado para Guarujá cerca de três meses antes do desaparecimento. O último contato com a família ocorreu em 2 de janeiro. No dia seguinte, parentes receberam mensagens informando que ela havia sido levada por criminosos. O caso foi registrado na 3ª Delegacia de Homicídios da Deic de Santos, que segue com as investigações para localizar o corpo da vítima e prender os demais envolvidos.