Candidato a prefeito de Guarujá, Cláudio Fernando de Aguiar (Novo) é um dos investigados em operação do Ministério Público (Reprodução/TSE e Reprodução) Candidato à Prefeitura de Guarujá pelo Partido Novo, o empresário Claudio Fernando de Aguiar é um dos investigados pela megaoperação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que cumpriu mandados de busca e apreensão no litoral de São Paulo e na Capital nesta terça-feira (1º). O foco da investigação são fraudes em licitações ligadas à Câmara Municipal e à Prefeitura de Guarujá. Três vereadores também são alvos da operação. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Claudio Fernando de Aguiar é nascido em Guarujá, tem 44 anos e é casado. O candidato é formado em administração e especialista em economia e relações internacionais. É professor do curso de Ciências Econômicas em uma universidade privada e é CEO do Sistema ISTV e ISFM de Comunicação. No último levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT), publicado nesta terça-feira, o candidato aparece na sexta colocação na disputa pela Prefeitura de Guarujá, com 1,5% das intenções de voto na pesquisa estimulada. Na pesquisa espontânea, teve 0,9% das intenções. Esta é a terceira vez que Cláudio Fernando de Aguiar se candidata a um cargo público. Conforme o TSE, em 2018, ele foi candidato a governador de São Paulo pelo Partido da Mobilização Nacional (PMN). Em 2022, ele se candidatou a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL) e foi eleito suplente. Operação Hereditas A operação do MP-SP, batizada como Hereditas, investiga agentes públicos suspeitos de envolvimento em fraudes em licitações. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), são 26 mandados de busca e apreensão cumpridos, sendo um deles em São Paulo, dois em Santos, dois em São Vicente, um em Cubatão, um em Praia Grande e 19 em Guarujá. O Gaeco afirma que foi possível detectar "indícios de fraudes em procedimentos licitatórios relacionados à Câmara Municipal e à Prefeitura de Guarujá, além de possível favorecimento de agentes públicos com o recebimento de propinas para viabilizar as fraudes". Ainda de acordo com o Gaeco, uma das empresas beneficiadas com as fraudes pertencia a um líder do PCC, que foi assassinado a tiros em março deste ano. A operação conta com apoio das polícias Civil e Militar. O Gaeco ressalta que participaram da operação 15 integrantes do Ministério Público, 76 policiais militares do Comando de Policiamento de Choque (ROTA, COE E GATE) e 50 policiais Civis da Delegacia Seccional de Praia Grande e do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE). Partido se posiciona Em nota, o Partido Novo reafirmou a legitimidade da investigação, mas ressaltou que “ser investigado não significa ser culpado”. O comunicado emitido pelo partido repudiou, também, eventuais perseguições políticas. “A perseguição política, por sua vez, é inaceitável. Em períodos eleitorais, é evidente que investigações com motivações questionáveis podem ter o propósito de prejudicar a imagem de candidatos. Independentemente de quem seja, qualquer crime deve ser punido conforme a lei. Entretanto, uma vez que a reputação de uma pessoa inocente é manchada, torna-se extremamente difícil restaurar plenamente sua imagem perante a sociedade”, comunicou o partido. O Partido Novo finalizou a nota dizendo que acompanhará as apurações dos fatos.