[[legacy_image_83]] Um motorista de 47 anos, morador em Goiânia, é testemunha de que “há males que vêm para o bem”, conforme afirma o velho ditado popular. Sequestrado por um trio que pretendia roubar o caminhão por ele dirigido e a carga de 31 toneladas de soja transportada, o motorista foi libertado após o veículo quebrar. O defeito mecânico aconteceu quando a vítima já era refém dos ladrões, por volta das 22h de terça-feira (9), no Distrito Industrial de Cubatão. O caminhoneiro estava parado nas imediações de um posto de combustíveis com um Scania, quando os assaltantes o renderam na cabine. Um dos criminosos portava arma de fogo. Em seguida, os bandidos entraram no caminhão e um deles assumiu o volante. Antes, perguntaram qual era o tipo de carga transportada. Momentos após os ladrões iniciarem um percurso de destino desconhecido, o Scania quebrou no Km 263 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni. A pane frustrou os planos dos sequestradores, que desembarcaram na estrada e fugiram a pé. Para quem pretendia roubar o conjunto de caminhão e reboque, além da soja, o trio teve que se contentar apenas com a quantia de R\$ 900 e o celular do motorista. Suspeitos detidos Informados sobre o crime, policiais militares rodoviários detiveram, ainda na noite de terça-feira, quatro suspeitos, que foram liberados por falta de provas. O grupo estava ao lado de um Fiat Idea, estacionado na Avenida Engenheiro Plínio de Queiróz Filho, no Jardim São Marcos. O local fica próximo aos lugares da abordagem ao motorista e de onde o Scania apresentou a falha mecânica. Trajando uniforme de empresa, um quinto homem fugiu se embrenhando em um matagal e não foi identificado, mas deixou um celular no Idea. O carro pertence a um dos suspeitos e nele havia algumas ferramentas. Os detidos negaram qualquer participação na tentativa de roubo ao caminhão e sua carga. Alegaram que a intenção deles era furtar fios de cobre de uma empresa das imediações. Inicialmente, o caminhoneiro reconheceu três dos quatro homens como sendo os que o sequestraram. Porém, logo em seguida, alegou estar confuso e sem poder afirmar que se tratava dos criminosos. Por falta de provas, o delegado Francisco José Morgado Lanfred, da Delegacia Sede de Cubatão, não pôde prender os suspeitos pelo delito contra o caminhoneiro e os liberou. Apesar de o grupo detido admitir a intenção de furtar fios de cobre, ele também não pôde ser autuado por esse crime, porque ainda estava na fase dos atos preparatórios e sequer iniciou a execução do delito para configurar eventual tentativa. A carga de grãos não teve o seu valor informado. Segundo o caminhoneiro, a soja foi carregada em Anápolis (GO) para ser despachada de navio para o exterior pelo Porto de Santos.