Confusão foi registrada na região da Alemoa, em Santos, durante paralisação dos caminhoneiros para pressionar o Senado a votar a MP do Frete (Reprodução) Policiais militares e um caminhoneiro trocaram agressões físicas durante confusão generalizada, registrada na paralisação dos caminhoneiros, na região da Alemoa, em Santos, no litoral de São Paulo, na manhã desta terça-feira (14). Em imagens obtidas por A Tribuna, é possível ver o homem desferindo socos nos agentes. Em seguida, ele é atingido por golpes de cassetete e por um soco no rosto, cai no chão e, posteriormente, é imobilizado. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo apuração da reportagem de A Tribuna, o tumulto ocorreu entre a Rua Augusto Scaraboto e o Viaduto Dr. Paulo Bonavides, no segundo dia da paralisação dos caminhoneiros da Baixada Santista, que foi iniciada na madrugada desta segunda-feira (13), no Porto de Santos. O movimento tem como objetivo pressionar o Senado Federal a colocar em votação a Medida Provisória (MP) 1.343. Chamada de MP do Frete, a proposta altera as regras do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas e cria benefícios para a categoria. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados no mês passado e, caso não seja votada pelo Senado até quinta-feira (16), perderá a validade. No vídeo, um dos caminhoneiros manifestantes, que veste casaco e calça de moletom, demonstra estar exaltado e caminha em direção aos policiais militares. Ele desfere socos nos agentes, que reagem com golpes de cassetete. A partir desse momento, outros caminhoneiros se aproximam e a confusão se intensifica. Em outro trecho da gravação, o caminhoneiro é derrubado após ser atingido por um soco no rosto. Na sequência, ele se levanta e volta a avançar contra os policiais, que conseguem contê-lo e imobilizá-lo. Em seguida, o homem é conduzido, ainda alterado, para outro ponto da via, onde é revistado. Durante a ocorrência, os policiais pedem que os demais manifestantes mantenham distância e abram espaço para a atuação da equipe. Em determinado momento, um dos agentes ameaça lançar um artefato semelhante a uma bomba de gás lacrimogêneo. -Veja o vídeo (1.521535) 'Excessos de ambas as partes' Conforme apurado por A Tribuna, junto ao Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos da Baixada Santista (Sindicam), "houve excessos de ambas as partes, tanto do caminhoneiro quanto dos policiais militares". Segundo a entidade, o trabalhador sofreu diversos ferimentos durante a confusão. Ainda de acordo com o Sindicam, a situação foi posteriormente controlada e normalizada. A Tribuna entrou em contato com a Polícia Militar (PM) e com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), para posicionamentos sobre o ocorrido, mas não obteve retornos até a publicação desta reportagem.