Mensagens enviadas pelo calouro repercutiram em grupos (Reprodução/Redes Sociais) Um estudante foi afastado de uma universidade em Santos, no litoral de São Paulo, após o vazamento de mensagens em que ele ameaça estuprar e agredir uma colega de faculdade. O caso ganhou repercussão depois que prints das conversas começaram a circular nas redes sociais na última semana. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) disse que o caso já está sendo investigado. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme apurado por A Tribuna, o rapaz teria se aproximado da jovem após os dois estarem juntos durante o Carnaval. Eles trocaram contatos, mas, posteriormente, ele passou a se declarar e dizer que estava apaixonado. Ainda segundo o relato, a estudante afirmou que não tinha interesse em manter um relacionamento. Depois disso, o calouro teria reagido de forma agressiva, com ofensas e ameaças enviadas em um grupo de amigos da faculdade. Nos prints, o estudante afirma que estupraria a colega e que a agrediria “até ficar cega”, além de dizer que iria mascarado para que ela não o reconhecesse. As mensagens teriam sido enviadas dias antes de uma festa de recepção aos calouros realizada na universidade. Após a repercussão do caso, o universitário publicou um vídeo em seu perfil nas redes sociais afirmando que tudo não passava de “uma brincadeira entre amigos” e que quem o conhece, sabe que ele nunca machucaria alguém desta forma. A vítima foi procurada por A Tribuna, mas não quis se manifestar. Universidade se manifesta Em nota, a universidade informou que, assim que tomou conhecimento do caso, adotou "todas as medidas legais". A instituição afirmou que repudia qualquer forma de violência e que o estudante foi "formalmente impedido de frequentar as dependências da universidade e participar de qualquer atividade acadêmica". A universidade cita ainda que, concluída a apuração do caso, "serão aplicadas, com máximo rigor, as medidas disciplinares e legais cabíveis". Investigação Procurada, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a Delegacia de Defesa da Mulher de Santos (DDM) "iniciou as investigações e realizou diligências para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido". O caso segue sob apuração. Caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos (Isabela Carrari/Arquivo Prefeitura de Santos)