Parte da casa de prostituição em Guarujá (Reprodução) O homem, de 41 anos, e a mulher, de 22, acusados de serem, respectivamente, cafetão e gerente de uma casa de prostituição foram soltos em audiência de custódia na terça-feira (18). Os dois responderão em liberdade pela acusação de manter oito garotas de programa, incluindo uma menor de idade, em situação de exploração sexual em Guarujá, litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme a denúncia, o cafetão e a gerente da casa de prostituição obrigavam as mulheres a trabalhar cerca de 18 horas por dia e as impediam de sair do local. De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a audiência de custódia aconteceu na terça (18) e foi concedida a liberdade provisória aos autuados. Entretanto, os dois terão que obedecer medidas cautelares. A dupla terá de comparecer mensalmente em Juízo, para informar e justificar suas atividades. Os dois também são proibidos de acessar ou frequentar bares, casas noturnas e semelhantes. Além disso, estão proibidos de saírem de Guarujá por período maior do que oito dias, e devem obedecer o recolhimento domiciliar no período noturno das 18h às 6h, nos dias de folga, sábados, domingos e feriados. Fora isso, a dupla também foi sentenciada a pagar uma fiança no valor de 3 salários mínimos vigentes. Denúncia De acordo com o boletim de ocorrência, as garotas de programa eram forçadas a andar nuas pela casa, não tinham alimentação adequada nem itens de higiene, eram impedidas de recusar clientes e obrigadas a trabalhar mesmo durante o período menstrual. Os dois acusados foram presos dentro da casa, localizada na Rua Manoel Cabral, após uma garota de programa denunciar a situação. No local, foram apreendidos 11 celulares, máquinas de cartão, dinheiro (em reais, dólares, euros, cruzeiros), cadernos de anotações e contratos. Entre as mulheres que trabalhavam no endereço havia uma adolescente de 16 anos.