Lobinho e Bradok, respectivamente, cães mortos em Guarujá (Reprodução / Arquivo Pessoal) Dois cachorros foram cruelmente mortos em Guarujá, litoral de São Paulo, na última semana. Conforme apurado por A Tribuna, os animais levaram pauladas e pedradas, além de serem levados para um terreno baldio, no qual foram amarrados, apedrejados e carbonizados. A autoria do crime ainda é investigada pela Polícia Civil. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os cachorros, nomeados de Lobinho e Bradock, eram dois animais em situação de rua, porém eram assistidos por protetoras. Segundo uma delas, que preferiu não ser identificada, eles andavam pelos comércios no Centro da cidade, eram alimentados e queridos pelos lojistas e moradores. O grupo de cuidadoras acredita que o fato teria sido motivado por conta de uma cadela que estava no cio. Ela teria atraído diversos cachorros, inclusive os dois que foram mortos. De acordo com elas, foi oferecida a castração da fêmea, que foi aceita pelo homem em situação de rua que é seu tutor e mora na área. "Mal sabíamos nós que esses dois cachorrinhos já haviam sido mortos”, alegou uma das protetoras, que também não quis ser identificada. Dois cães foram cruelmente mortos em Guarujá (Reprodução/Arquivo Pessoal) Acredita-se que a morte dos animais teria acontecido na madrugada do dia 19 de outubro, mas os corpos só foram encontrados dois dias depois (21). Pelo caminho do terreno baldio, havia partes dos cachorros no meio do caminho. Ainda conforme apurado por A Tribuna, um outro cão, chamado Léo, foi esfaqueado, mas conseguiu sobreviver. Segundo afirma a Polícia Militar, a equipe chegou até o local, mas o ato já havia ocorrido, não permitindo uma intervenção no exato momento. As investigações seguem sob a supervisão da Polícia Civil. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou, em nota, que as investigações para identificar o responsável pelo crime e esclarecer os acontecimentos continuam em andamento. Petição e manifestação Uma petição pode ser assinada para colaborar na resolução do caso e garantir a atenção necessária a esse tipo de situação. As protetoras alegam que precisam, em média, de mil assinaturas. Para assinar, basta acessar o link. No domingo (3), às 15h, está previsto um ato de manifestação contra o ocorrido. A concentração será na Praça dos Expedicionários, em Guarujá.