[[legacy_image_68649]] Um cachorro fugiu do carro que o transportou até o pet shop onde tomaria banho, em Bertioga, e morreu atropelado por outro veículo, na Rodovia Rio-Santos. Dona de Francisco, cão sem raça definida e com cerca de 3 anos e meio de idade, a enfermeira Meire Nery Alves, de 28 anos, registrou o caso na Delegacia Sede de Bertioga. Segundo ela, a proprietária do pet shop agiu com negligência, o que possibilitou a fuga do cachorro e o seu atropelamento. Solange Maria da Conceição, de 48 anos, é a proprietária do pet shop e buscou Francisco na residência da enfermeira. Para isso, utilizou um carro convencional, sem qualquer adaptação para o transporte de animais. Meire informou que o cão foi colocado no “banco do carona”. Solange, por sua vez, atribuiu o episódio a uma “fatalidade”. Disse que estacionou na frente do pet shop e Francisco fugiu do veículo tão logo ela abriu a porta do automóvel. “O Chico se assustou e fugiu. Eu me desesperei e tentei encontrá-lo, mas não consegui”, declarou a comerciante. Segundo ela, Francisco lhe foi entregue pela dona sem coleira. Mas a comerciante admitiu que não portava acessório do gênero para colocar no bicho. De acordo com a enfermeira, ela soube da fuga do animal 20 minutos após entregá-lo a Solange. A casa de Meire fica a cerca de cinco minutos de carro do pet shop, localizado na Rua José Carlos Pace, no Jardim Vista Linda. Após aproximadamente quatro horas, a enfermeira soube por terceiros que um cachorro foi atropelado na Rio-Santos. O cão não sobreviveu e o seu corpo foi resgatado na rodovia por funcionários de uma clínica veterinária da cidade. Mais tarde, Meire confirmou ser Francisco o animal morto. O episódio aconteceu no último sábado (30), mas o boletim de ocorrência só foi registrado na terça-feira (3). Indenização Inconsolável com a morte de Francisco, a enfermeira afirmou que pretende ajuizar ação cível contra a proprietária da clínica. O objetivo da enfermeira, segundo ela justificou, “é evitar que a situação se repita com outros animais”, porque não pretende ficar com eventual quantia paga a título de indenização por dano moral. A enfermeira fez questão de destacar a sua intenção de doar para entidades engajadas com a “causa animal” o dinheiro porventura recebido em decorrência da ação judicial.