Sharoh recebeu atendimento médico, precisou de sutura e permaneceu com hematomas em Praia Grande (Arquivo pessoal) O que seria apenas uma passagem rápida pela comemoração do aniversário de uma amiga terminou com cerca de 20 pontos no rosto, afastamento do trabalho e medo até de reabrir o próprio salão. A cabeleireira Sharoh Daniel Lopparelli, de 45 anos, agredida com uma taça de vidro na saída de um bar em Praia Grande, no litoral de São Paulo, afirma que ainda tenta entender por que foi atacada por uma mulher que diz nunca ter visto antes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A agressão aconteceu por volta da meia-noite de sábado (12), no bairro Boqueirão. Conforme o boletim de ocorrência, Sharoh relatou que a mulher quebrou uma taça em seu rosto, provocando cortes no supercílio, abaixo do olho e no pescoço. O documento policial destaca ainda que não teria ocorrido discussão ou motivo aparente antes do ataque. Sharoh recebeu atendimento médico, precisou de sutura e permaneceu com hematomas. O caso foi encaminhado para apreciação do delegado responsável. Em entrevista para A Tribuna, a cabeleireira contou que havia ido ao bar apenas para cumprimentar uma amiga que comemorava o aniversário. Ficou aproximadamente uma hora e meia no local e resolveu ir embora. Como estava sem carro, aceitou carona de outra amiga, que estava acompanhada de um homem. Foi justamente quando o grupo se dirigia à saída que tudo aconteceu. "Eu senti alguém tocando nas minhas costas. Quando virei, era uma mulher que eu nunca tinha visto. Ela estava me xingando e com uma taça na mão. Quando vi, quebrou o objeto em meu rosto", relatou. Relacionamento anterior Sharoh afirmou que não conversou e nem teve qualquer contato anterior com a mulher naquela noite. Segundo ela, somente depois ficou sabendo que a agressora teria um relacionamento anterior com o homem que acompanhava sua amiga. A cabeleireira disse que começou a sangrar imediatamente e foi amparada por pessoas que estavam no local. Segundo seu relato, mesmo diante dos ferimentos, a mulher ainda a teria provocado. "Eu olhei e era ela, rindo e pedindo para eu voltar, porque queria me bater mais", afirmou. Sharoh foi levada ao hospital do município por amigos. Segundo ela, chegou a desmaiar durante o atendimento e passou a madrugada na unidade de saúde. O relato apresentado à reportagem detalha que os ferimentos foram profundos e dois deles ficaram próximos à região dos olhos. Sem trabalhar e com medo Dias depois da agressão, as consequências continuam fazendo parte da rotina da cabeleireira. Autônoma, Sharoh disse que está impossibilitada de trabalhar e depende da ajuda de amigos até para algumas tarefas com os filhos. "Estou sem ganhar dinheiro para pagar as minhas contas, porque, se eu não trabalho, eu não ganho", disse. Ela afirmou ainda estar tomando medicamentos e não conseguir levar a filha à escola. Busca por imagens Sharoh procurou o bar de Praia Grande na tentativa de conseguir imagens da agressão, mas teria sido informada de que o local não possui câmeras internas. Segundo ela, sua advogada tenta agora localizar equipamentos de segurança instalados na rua que possam ter registrado a movimentação. O boletim de ocorrência também tem informações de uma testemunha e, segundo o documento, Sharoh foi orientada sobre o prazo de seis meses para oferecer representação criminal contra a autora da agressão. A cabeleireira afirmou já ter passado por exame no Instituto Médico Legal (IML) e contratado uma advogada para acompanhar o caso. "Espero que a Justiça seja feita", disse.