Uma briga generalizada envolvendo cerca de 30 pessoas, entre alunos e responsáveis, mobilizou a Guarda Civil Municipal (GCM) na Escola Jorge Bierrenbach Senra, em São Vicente, no litoral de São Paulo, na tarde de segunda-feira (25). De acordo com o boletim de ocorrência, os agentes precisaram utilizar spray de pimenta para conter o tumulto. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O registro policial aponta que a confusão começou quando uma mulher de 33 anos, mãe de uma estudante, entrou na instituição e agrediu outra aluna. Em depoimento, ela alegou ter ido ao local após receber um telefonema da filha, de 14 anos, que relatava ser vítima de bullying recorrente. A situação, segundo a mãe, já havia sido comunicada à direção anteriormente. A mulher afirmou que sua entrada foi autorizada e que, ao chegar, encontrou a filha cercada por cerca de dez meninas. Ela justificou a agressão dizendo que tentou defender a adolescente de uma das estudantes, também de 14 anos, que teria avançado em sua direção. Por outro lado, a mãe da jovem agredida, uma mulher de 31 anos, relatou ter sido convocada pela escola e informada sobre o ataque à filha. No local, a discussão entre as responsáveis evoluiu para ofensas verbais e agressões físicas, envolvendo também as adolescentes e outros estudantes. Em depoimento à Polícia Civil, a vice-diretora da unidade explicou que a escola enfrentava falta de professores no momento e que a equipe precisou lidar com múltiplos conflitos simultâneos. Ela confirmou a ocorrência de mais de uma briga ao mesmo tempo e esclareceu que a entrada da mãe que iniciou o tumulto aconteceu após uma funcionária abrir momentaneamente o portão. Ao todo, cinco pessoas foram conduzidas à delegacia para o registro da ocorrência: as duas mães, as duas adolescentes e um menino de 12 anos, filho da mulher que invadiu a escola. Todos os envolvidos receberam atendimento médico no Pronto-Socorro (PS) Central e foram orientados a realizar o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso foi registrado como lesão corporal no 3º Distrito Policial (DP) de São Vicente. A Prefeitura de São Vicente comunicou que acompanha o ocorrido através da Secretaria da Educação (Seduc). Em nota, a Administração Municipal acrescentou que a pasta disponibilizou equipe de psicologia para acolhimento e acompanhamento dos envolvidos.