[[legacy_image_316827]] Uma mulher que presenciou a briga generalizada que aconteceu no último domingo (3), na Praia do Maitinga, em Bertioga, diz que a confusão começou após uma criança ser agredida pelos pais. Em entrevista para A Tribuna, ela deu detalhes sobre a desordem no local. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Tudo começou por volta das 17h30. Segundo a mulher, que pediu para sua identidade não ser divulgada, uma criança começou a ser agredida pela mãe e pelo padrasto, quando os donos da barraca em que estavam tentaram intervir. A mulher não sabe dizer o que motivou as agressões, mas, de acordo com ela, a confusão foi tomando proporções maiores até chegar ao quiosque em que trabalha. “Tava todo mundo bêbado. Aí, a briga veio se movimentando até a nossa barraca. As pessoas já estavam se desentendendo há muito tempo e esse foi o estopim. Teve até ameaça de morte”, relata. A mulher acrescenta que toda a confusão foi presenciada por guardas civis municipais, mas, "em nenhum momento, os agentes tomaram uma atitude que ajudasse a conter a briga". “Eles ouviram as ameaças e não fizeram nada. Só deram o tiro pra cima. Por isso, o caso nem chegou a ser registrado em boletim de ocorrência, porque não levaram ninguém para a delegacia”, comenta. A testemunha afirma que, depois do disparo da GCM, as pessoas se dispersaram. Contudo, por volta das 19h, o dono do outro quiosque veio até onde ela trabalha novamente e fez novas ameaças, inclusive, portando uma arma de fogo. Ainda segundo a mulher, durante a confusão, ela tentou acionar a Polícia Militar, mas, com a demora da equipe, recorreu à GCM novamente. Nessa hora, foi informada que os agentes não poderiam ir até o local, pois estavam trocando o plantão. “A PM só chegou depois de 20 minutos. Fomos orientados a fazer o boletim on-line”, detalha. RespostaQuestionada sobre o caso, a Prefeitura de Bertioga afirmou que, de acordo com a Secretaria de Segurança e Mobilidade, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada no final da tarde de domingo em razão de um tumulto na faixa de areia da praia, próximo ao bairro Maitinga, e ressaltou que "foi necessário realizar um disparo com munição não letal para dispersar a multidão"."A equipe que atendeu a ocorrência seguiu com o atendimento protocolar para evitar agravo da situação e tomou as medidas cabíveis. Os envolvidos não quiseram denunciar; portanto, os agentes não podem se responsabilizar pelo deslocamento das partes até a delegacia, dada a situação", observou a Administração Municipal, em nota.